Prevenção militar na fronteira Uije-Congo Democrático
12-08-2006 | Fonte: Apostolado
A população confundiu a situação com um hipotético regresso à guerra em Angola, que o vice-presidente da Unita tratou de desdramatizar "in loco".

As Forças Armadas Angolanas (FAA) vigiam preventivamente a situação de risco prevalecente na República Democrática a partir da fronteira com a província do Uije.

A medida cautelar foi referida esta sexta-feira pelo vice-presidete da UNITA, Ernesto Mulato(na foto), à rádio Ecclesia. O dirigente da antiga rebelião desmentia o boato propalado naquela província angolana de que a sua organização se preparava a relançar a guerra.

«Nós viemos reafirmar o nosso compromisso com a paz, com a reconciliação, com a democracia. Nós viemos reforçar mais uma vez que a guerra ficou mesmo para trás e quem falar da guerra, é ele que quer a guerra», disse.

Ernesto Mulato esclareceu também que «encontramos cá uma história, e eu, antes de partir de Luanda ouvi, mas vim confirmar cá, que estavam a lançar o boato que o vice-presidente Dembo não morreu e que ele estava na fronteira com o filho de Savimbi para depois atacar Angola outra vez e que é por isso que as forças armadas estão a ir à frente de combate. Nas populações é esta mensagem que está lá. E então, nós aproveitamos para dizer primeiro que quem morreu, morreu mesmo. Segundo, não há nenhum filho de Savimbi na fronteira com tropas. Não há. Quem tem tropa na fronteira é o nosso governo, que nos explicou em Luanda que é para manter a fronteira em caso de uma situação no Congo, na RDC».

Província outrora ignorada no orçamento

O vice presidente da UNITA aponta o reduzido orçamento atribuído à província do Uige, como estando na base do não desenvolvimento daquela região do país, facto que inviabiliza sobremaneira a ligação por estrada, entre a sede capital e o interior da província.

Joaquim Ernesto Mulato está em digressão pelo interior da província, para constatar a governação no Uige, por sinal atribuída ao seu partido no âmbito do governo de unidade e reconciliação nacional, bem como desenvolver actividade política.

O número dois do galo negro descreve um balanço negativo sobre a situação política e socio-economica da província, não obstante os esforços que o executivo local tem vindo a consentir.
 
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