O «arsenal bélico» dos taxistas
21-08-2006 | Fonte: A Capital
Catanas bem afiadas, capazes de dividir ao meio um mosquito em pleno voo, pequenos mas ameaçadores machados, martelos pesados, chaves de roda e outras ferramentas fazem parte de um conjunto de artefactos de primeira necessidade para um suposto combate pela frente, de muitos taxistas na cidade de Luanda, embora acabam sempre por ter outra serventia, como agredir pessoas inocentes por um ou outro desentendimento na via pública.

Segundo uma reportagem do jornal A Capital, é geralmente ao fins-de-semana que vários taxistas, maioritariamente jovens, envolvidos na prestação de serviços de transporte fazem-se acompanhar de tais meios.

A fonte acrescenta, que uma recente patrulha da Unidade Operativa de Luanda deteve em tempo recorde um taxista e o respectivo cobrador que se muniram de catanas para ameaçar os passageiros, colocando alguns alvoroços.

Felizmente, revela o semanário, aquele pequeno incidente acabou na paz dos anjos, o que não é frequente, na visão do comandante da Unidade Operativa de Luanda. Jorge Bengue.

Entretanto, taxistas com este tipo de comportamento, revela o periódico, existem aos magotes, mas apenas são conhecidos poucos casos desta natureza, geralmente quando detidos depois de envolvidos em várias transgressões, onde sempre procuram buscar razões em tom ameaçador.

De acordo ainda o periódico, isso pressupõe dizer que a detenção de taxistas por condução ilegal e a constante violação das regras de trânsito na opinião do comandante Jorge Bengue, tem permitido a vistoria no interior das viaturas que, uma ou outra vez, trazem uma catana debaixo do banco.

Para o presidente da Associação dos Taxistas de Luanda, Manuel Faustino, atitudes do género são reprováveis. “Os taxistas devem sempre recorrer às autoridades policias em caso de assaltos e não transportar armas brancas para alegadamente defenderem-se”, disse.

No seu entender, apesar de existirem passageiros que se mostram renitentes em pagar a sua viagem, nada justifica a posse ilegal de armas brancas ou de fogo no interior das suas viaturas. “Isso é intolerável”-concluiu.
 
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