Governo anunciará brevemente data do início do registo eleitoral
31-08-2006 | Fonte: Angop
O ministro da Administração do Território, Virgílio de Fontes Pereira, afirmou esta terça-feira, em Luanda, que dentro de dias o Governo anunciará a data do início do registo eleitoral, devendo o seu arranque acontecer ainda este ano.

O governante fez esta afirmação durante um encontro com a delegação parlamentar do Mali, chefiada pelo seu líder, Ibrahim Boubakar Keita, que se encontra em Angola desde domingo último, em visita de cortesia de oito dias. Segundo o ministro, a preparação das eleições afigura-se como um dos processos mais sensíveis do país.

Inicialmente, disse, as eleições estavam previstas para este ano, mas por razões ligadas as grandes dificuldades que se colocam a um país como Angola, que herdou centenas de pontes partidas, milhares de campos minados e outros constrangimentos, a sua realização deve ser ponderada.

"Em fase disso, o governo irá estabelecer um novo calendário eleitoral para permitir que o Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, possa marcar a data definitiva para a realização do acto eleitoral", disse o também coordenador da Comissão Interministerial para o Processo Eleitoral (CIPE).

De acordo com o governante, o trauma das populações causada pelo reacender da guerra pós-eleitoral de 1992 é um dos factores que faz com que exista um grande universo de pessoas receosas de que o pleito possa desembocar num novo conflito destruidor igual ao que devastou o país até 2002.

"Isso exige um grande trabalho de sensibilização e reabilitação psicológica da população, para que estas possam tomar parte no processo e torná-lo participativo, livre, universal, competitivo e sérias", enfatizou Virgílio de Fontes Pereira.

O ministro destacou o memorando de entendimento para a paz em Cabinda, assinado a 1 de Abril último entre o Governo e Fórum Cabindês para o Diálogo, pelo facto de proporcionar a estabilidade efectiva em todo o país.

Por sua vez, Ibrahim Boubakar Keita disse que o Mali tem acompanhado de perto os esforços empreendidos pelos angolanos, sobretudo do Presidente José Eduardo dos Santos, tendentes a consolidação da paz conquistada com sacrifício de todos.

Reconheceu os enormes desafios que o Governo terá de enfrentar para a realização do pleito, a julgar pelas condições em que o país se encontra, deplorando a atitude negativa da comunidade Internacional ao negligenciar a realização da conferência de doadores.

"Ao nível do Parlamento maliano, tudo faremos para denunciar a injustiça que se prática contra Angola, nos fórums onde for necessário, citando casos de alguns países que também viveram conflito e beneficiaram da ajuda internacional", concluiu.
 
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