Representante da OMS satisfeito com actuação do Governo no combate à malária
22-09-2006 | Fonte: Angop
A representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) no país, Fatoumata Diallo, manifestou-se esta quinta-feira, em Luanda, satisfeita por Angola ter incluído a pulverização intradomiciliar para reverter a situação da malária nas províncias de Benguela, Huíla e Namibe.

Numa nota de imprensa do escritório da representação da OMS em Angola, Fatoumata Diallo fez saber que o sucesso no controlo da malária assenta numa forte liderança política e em estratégias combinadas de baixo custo, como o uso massivo de mosquiteiros impregnados e a pulverização intradomiciliar.

"O reforço da rede de laboratórios para um melhor diagnóstico, o acesso rápido ao tratamento, a melhoria da saúde ambiental e a realização de campanhas de educação para a saúde fazem igualmente parte destas estratégias de combate à malária", referiu.

Fatoumata Diallo disse que até Dezembro de 2005, o Programa Nacional da Malária em Angola registou oficialmente um total de 2,6 milhões de casos de malária, dos quais 12,658 foram mortais.

Segundo o director geral adjunto da OMS para a malária, VIH/SIDA e a tuberculose, Anarfi Asamoa-Baah, dados científicos e programáticos justificam claramente que medidas de baixo custo, como a pulverização intradomiciliar com insecticida é útil para reduzir rapidamente o número de pessoas contaminadas pelos mosquitos portadores da doença.

"O seu custo e eficácia são comprovados quando comparados a outras medidas de prevenção, e o DDT não representa riscos para a saúde se for utilizado de forma correcta", destacou ele.

"Devemos fundamentar a nossa posição sobre a ciência e dados objectivos", afirmou, por sua vez, o director do Programa Mundial de Luta Contra o Paludismo (a nível da OMS), Arata Kochi, acrescentando que uma das melhores armas contra o paludismo é a pulverização intradomiciliar com insecticida sendo que, entre os vários, o DDT é o mais eficaz.

A pulverização intradomiciliar consiste em aplicar insecticidas de longa duração sobre as paredes e tectos das residências, assim como sobre abrigos de animais domésticos, com o objectivo de matar os mosquitos que transmitem o paludismo e que poisam sobre estas superfícies.

"A pulverização das habitações com insecticidas equivale a cobrir uma habitação com um enorme mosquiteiro impregnado 24 sob 24 horas", explicou o Senador americano Tom Coburn, referindo que todos os países endémicos e instituições de desenvolvimento devem seguir, agora, as orientações da OMS sobre o uso intradomiciliar do DDT.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em Washington, numa das suas reuniões, que a pulverização intradomiciliar constitui uma das três grandes intervenções para prevenir a malária e que o uso correcto do DDT como estratégia combinada de combate não representa qualquer perigo para a saúde humana.

Cerca de 30 anos depois do abandono progressivo da pulverização intradomiciliar com DDT e de outros insecticidas em grande escala para combater o paludismo, a OMS anuncia, assim, que este método voltará a desempenhar um papel importante no controlo da malária, uma das maiores ameaças à saúde pública.

A pulverização intradomiciliar com insecticida passa a ser novamente recomendada, não só em áreas endémicas como também em áreas de alta transmissão, sobretudo na região africana.

Anualmente, registam-se mais de 500 milhões de casos de malária complicada, dos quais mais de um milhão são mortais. Pelo menos 86 por cento destas mortes ocorrem na África Subsahariana.

Considera-se que 3 mil crianças e recém nascidos morrem diariamente devido ao paludismo e que 10 mil mulheres grávidas também perdem a vida em África por causa desta doença.
 
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