Em Londres: Angolano suicida-se para garantir os estudos do filho
22-09-2006 | Fonte: LAC
Um cidadão angolano, de nome Manuel Bravo de 35 anos de idade, suicidou-se, para que o seu filho António de 13 anos, pudesse dar continuidade dos seus estudos em Londres capital britânica.
Segundo noticiou à Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), Manuel Bravo e o seu filho, foram detidos às primeiras horas da manhã do dia 14 de Setembro de 2005. Na altura, os dois foram levados para o centro de detenção de emigrantes nos arredores da cidade de Betfoor. As imagens de vídeo, captadas no centro, e vista pelo júri, mostravam Manuel Bravo, a meio da noite a deixar o quarto, a caminhar pelo um corredor e a enforcar-se.
Um bilhete encontrado no seu quarto dizia: “Matei-me, porque não tenho mas vida para viver, quero que o meu filho António fique na Inglaterra para continuar os seus estudos”, escreveu, acrescentando não querer regressar Angola para sofrer.
“Não é culpa de ninguém, esta decisão foi tomada por mim”, acrescentou o malogrado na carta encontrada no seu quarto.
Na mesma carta, Manuel Bravo, disse também que a situação que vivia era bastante difícil para ele. “Não posso trabalhar, não posso fazer nada com a minha vida, não é fácil viver desta maneira. Se morrer aqui, gostaria que o meu filho ficasse com o Governo ou com a Sociedade Nacional para a protecção das crianças”, implorou.
Num outro bilhete deixado pelo filho, o malogrado disse: “Quero que sejas bom e que estudes muito”, pediu.
Pela atitude de Manuel Bravo, António, estudante de uma escola secundária, foi autorizado pelas autoridades inglesas a permanecer na Inglaterra por cinco anos por razões humanitárias.
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