Voos turbulentos na Air Gemini
09-10-2006 | Fonte: Agora
Enquanto a DNIC, continua a investigar o roubo de bilhetes de passagem, na companhia Air Gemini, àquela companhia contratou dois pilotos ghanenses, para suprir a falta de tripulantes. Mas, o chefe técnico decidiu abandonar a empresa quando iria para Londres, fazer um curso de superação.

A companhia aérea privada Air Gemini, continua agitada com a revelação de que três funcionários das suas instalações do terminal doméstico do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, terão surripiado ao longo de vários meses, elevadas quantidades de bilhetes de passagem, lesando a empresa em largas dezenas de milhares de dólares, caso que já está em investigação desde o início de Agosto último.

Entretanto, um trabalhador identificado pelo nome de Carlos Carvalho, ex-empregado da agência de viagens Paccitur, está também sob investigação, mas as fontes do Semanário Agora, adiantam que o mesmo continua a laborar normalmente.

O processo das falsificações, girava em torno do descaminho de bilhetes na empresa e da emissão de tickets, para passageiros adultos que pagavam a tarifa para menores de idade, uma facilidade que obrigaria o envolvimento de empregados, já que o comprador deve apresentar os documentos de identidade.

Mas desde o início que se desconfiava que os três suspeitos não estariam a agir isoladamente e que alguém acima deles estaria envolvido no caso. Aquele semanário da capital, fez saber ainda que Luís Coelho, o homem que tutelava aquela Companhia Aérea, pediu demissão ausentando-se do país, confessando em carta dirigida à direcção do consórcio, a sua participação no caso e prometendo devolver cerca de 70.000 dólares.

Para colmatar estas brechas no sistema de vendas da companhia, o director da Air Gemini Luís Torres, deslocou-se por estes dias a Lisboa, Portugal, para adquirir um sistema informático de vendas para evitar falhas nas reservas, emissão e recepção de valores, reduzindo desta forma, a dependência deste serviços da Paccitur.

Com a DNIC a investigar todos, o clima na empresa está cada vez mais tenso e começam a vir à tona casos de despedimentos à margem da lei, que terão atingido perto de duas dezenas de trabalhadores, alguns deles com largos anos de companhia e uma folha de serviços irrepreensível.

O mais recente episódio ocorrido na empresa e que mostra o estado de crispação que se vive dentro dela ocorreu com a fuga, em Portugal, do chefe técnico Palminha Cecílio, de nacionalidade portuguesa, quando viajava para o Reino Unido, para uma formação profissional.

Air Gemini, é uma transportadora privada de passageiros e carga, pertencente à Escom, uma empresa do grupo financeiro português Espírito Santo. Ela opera com aviões do tipo Boeng 737 e DC, e tem um aparelho baseado na República Democrática do Congo, na sequência de um contrato com as Nações Unidas.
 
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