«Crescimento angolano está longe de se reflectir no bolso do cidadão», diz académico português
13-12-2006 | Fonte: A Capital
O académico português Aníbal Pinheiro considera não ter relevância as estatísticas que atribuem a economia angolana altas taxas de crescimento, quando, na prática, tal não se reflecte no bem-estar do cidadão.«Não se justifica o entusiasmo das autoridades angolanas quando estes crescimento ainda não se traduz em desenvolvimento», escreve o professor e economista luso num artigo por si assinado em recente edição do Jornal de Negócios.

Não há dúvida que Angola figura entre os países que, à escala mundial, terá um crescimento económico considerável no presente ano. Todavia, a preocupação do académico assenta no que considera «falta de uma distribuição justa da riqueza». O que segundo ele, faz com que «uma minoria apresente sinais de ostentação e uma maioria a viver abaixo do nível normal de pobreza».

Diz-se, no entanto que, “a redução da drástica pobreza é uma das grandes preocupações do Governo angolano, tal como (teria dito) o ministro adjunto do Primeiro Ministro, referindo que o modelo de desenvolvimento sustentável permite a rápida melhoria do nível de vida das populações, superar desequilíbrios e garantir a distribuição equitativa da riqueza.

As projecções do Governo para 2006 sugerem que a economia angolana vai continuar a crescer com o suporte da produção petrolífera, mas contará já com grande contributo de sectores como a construção, agricultura, silvicultura, pescas, a par da indústria transformadora.”}
 
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