Chivukuvuko diz que mecanismo bilateral é inerte
26-02-2007 | Fonte: VOA
O deputado da UNITA, Abel Chivukuvuku (na foto), disse em Benguela que o mecanismo bilateral para resolução das várias questões pendentes no âmbito do processo de paz em Angola não tem se revelado capaz de resolver as coisas, devido à falta de vontade política por parte do governo do MPLA.

Abordado pela VOA sobre o assunto, o político começou por dizer que o referido mecanismo não passa de mais uma bancada de conversa inútil, embora o general Higino Carneiro em representação do governo e o secretário-geral da UNITA, Ernesto Mulato, têm procurado dar vitalidade, o mecanismo é bastante inerte e inactivo, que na sua óptica está aquém daquilo que deveria ser, um órgão com propósito bem concreto que poderia resolver as coisas.

«Penso que este mecanismo bilateral é bastante inerte, bastante inactivo, o general Higino Carneiro e o engenheiro Ernesto Mulato têm procurado dar vitalidade a este órgão, mas do meu ponto de vista está a quem, a quem daquilo que deveria ser, um órgão com propósito concreto e que, deveria resolver as coisas e não mais uma bancada de conversa, conversa muitas das vezes inútil».

Chivukuvuku assegurou ainda que os vários propósitos básicos do Protocolo de Lusaka, nomeadamente o desarmamento da população civil e o desmantelamento da defesa civil entre outros e algumas questões que vão surgindo como a intolerância política que têm sido motivos de discussões das várias reuniões do mecanismo bilateral, nunca são resolvidos.

Para aquele responsável, estes são indicadores de que este órgão não tem cumprido com o seu papel, informando por outro lado que o seu partido já cumpriu com os seus propósitos em termos de responsabilidades neste processo, ao desarmar o seu exército que de resto, segundo a fonte, cabe ao MPLA e ao governo assumirem as suas responsabilidades para que este mecanismo funcione.

De realçar que Abel Chivukuvuku já havia anunciado a sua candidatura para a presidência da UNITA no próximo congresso e não teceu mais comentários sobre a matéria, alegando que os órgãos do seu partido determinaram que não se deve fazer campanha nesta altura, mas deixou claro que no momento próprio anunciará aos militantes da UNITA os seus argumentos de razão, que segundo ele estão para a UNITA e para os angolanos.
 
Comentários
Quer Comentar?
Nome E-mail ou Localização
Comentário
Aceito as Regras de Participação