Localização geográfica coloca Angola como placa giratória em África, diz especialista
28-05-2007 | Fonte: VOA
A localização geográfica de Angola é o factor principal que faz deste país a placa giratória para a resolução dos conflitos em algumas regiões do continente africano.

A afirmação é do analista para as questões africanas, Manuel Muanza entrevistado pela Voz da América por ocasião do Dia de África. Para o também docente universitário ao factor geo-político juntam-se o actual desenvolvimento da sua economia baseada na exportação do petróleo estando mesmo às portas de ultrapassar a República Federativa da Nigéria.

«Estes dois factores são fundamentais e isto ajuda sobremaneira aumentar a aumentar a importância diplomática de Angola no cenário continental e mesmo internacional».

Manuel Muanza diz entretanto que a actual imagem de Angola em relação aos demais membros da União Africana não tem sido correspondida internamente com boas políticas sociais, a boa governação e a defesa dos Direitos Humanos.

Manuel Muanza considera mesmo que as actuais políticas sociais gizadas pelo executivo angolano, particularmente em Luanda, têm estado a falhar redondamente.

«As políticas sociais em Angola têm até aqui falhado. Temos de dizer que o país saiu agora de um conflito armado, o que significa que as coisas não podiam ser resolvidas em quatro anos. Mas o caso de Luanda em as políticas sociais têm estado a falhar. Veja-se para o caso do realojamento daqueles que foram extirpados das áreas em que tinham conseguido, com párocos recursos acumulados durante anos, arrancados destes locais para por exemplo a área do Bom Chapéu. É um caso em que o realojamento não efectivo, que em teoria devia corresponder à uma política de que se o Estado expropria superfícies para a construção de estruturas, das receitas provenientes deste investimento devia uma parte reverter para construções que satisfaçam o realojamento de facto. Nós estamos a assistir a uma reprodução de fábricas de pobres. Aí a política do Estado tem estado a falhar sobretudo na capital».

Manuel defende entretanto que as questões de Angola devem ser vistas na globalidade dos problemas que afligem a África.

Para ele o grande problema tem a ver com o facto de as elites políticas actuais não terem estado a situar o Homem no centro das estratégias políticas de Estado.

A fuga de cérebros para outras paragens é, para a fonte, um exemplo paradigmático de tudo isso.
 
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