Telemóveis são usados para expandir fotos de adolescentes nuas ou em actos sexuais, a noticia é do «A Capital»
25-06-2007 | Fonte: A Capital
No princípio era só para fazer chamadas. Depois para fazer fotos a amigos ou familiares e dispô-las nos visores. Mas a medida que as operadoras começaram a trazer para Angola tecnologia mais avançada, os telemóveis com câmaras começaram a ser mais procurados. A moda, agora, é a difamação telefónica.

Segundo o semanário «A Capital», raparigas adolescentes, estudantes do ensino médio ou mesmo alunas universitárias, são expostas em trajes íntimos, completamente nuas e em pleno acto sexual em mensagens multimédia passadas de telefone para telefone em Angola.

É a pornografia no telemóvel. Um fenómeno, até agora, segundo ainda àquele jornal, estranho na sociedade angolana, mas que começa a ganhar corpo dada a facilidade da juventude em deitar a mão a aparelhos com tais funcionalidades.

Os meios tecnológicos permitem uma rápida partilha de mensagens, do tipo sms, e de fotografias ou vídeos que nem sempre estão de acordo com os parâmetros morais que sempre regeram a sociedade angolana.

Tratam-se de cenas completamente chocantes, revela o jornal. Verdadeiros hardcore que desfiam qualquer vídeo produzido pela industria pornográfica mundial. Jovens mulheres, com idades entre os 15 e 25 anos, aparecem completamente expostas sem que os respectivos rostos estejam, ao menos encobertos. Num dos vídeos mais recentes, por exemplo, uma jovem apenas identificada como estudante do primeiro ano da Universidade Independente de Angola (INIA), é filmada em pleno acto sexual.

No filme, o seu rosto e a sua intimidade estão à mostra, embora não apareça qualquer sinal susceptível de identificar o parceiro sexual, que se presume seja o autor da filmagem com recurso a um telemóvel de última geração.

Num outro vídeo, acrescenta o periódico, uma outra adolescente, identificada apenas como estudante de um colégio de Luanda, foi filmada enquanto mantinha relações sexuais com dois adolescente. Já neste caso, apenas um dos rapazes aparece exposto no vídeo tal como a rapariga. Já o autor das filmagens, feitas, de igual modo, a través de um telemóvel, não aparece.

E que dizer das fotografias

Dezenas de fotografias de adolescentes nuas, em trajes íntimos e em poses provocantes caem nas caixas de correios de grupos de amigos organizados que enviam, uns para os outros, toda e qualquer imagem mais ou menos pornográfica que consigam.

“Mais uma que caiu”, lê-se numa mensagem com estas características a que àquele jornal teve acesso. A mensagem referia-se a uma jovem apresentada nua, despenteada e sentada numa cama desfeita.

Entretanto, muitas figuras públicas têm sido ou, nalguns casos, já foram mesmo vítimas deste trote. Os nomes mais conhecidos são de Margareth do Rosário e Noite e Dia. Felizmente, para ambos os casos, não passou de um trote. Jovens conhecedores de tecnologias de tratamento de imagens como conhecido software Photoshop, colocaram no corpo de mulheres nuas as cabeças de uma e de outra cantora e as distribuíram de telemóveis a telemóveis e pela Internet durante meses a fio até que, num belo dia, alguém se lembrou de contar às duas meninas o que realmente estava a passar. No fim, concluiu-se que era montagem. Uma brincadeira infantil que causou vários danos morais as duas cantoras.
 
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