Carta de chamada desincentiva turismo
25-09-2007 | Fonte: JA
As solicitações constantes de cartas de chamadas aos turistas e a existência de poucas companhias aéreas estrangeiras a operarem no país constituem principais obstáculos à entrada de mais visitantes em Angola, segundo o ministro da Hotelaria e Turismo, Dinho Chingunji.
Dinho Chingunji, que falava durante a abertura das jornadas alusivas ao aniversário do seu Ministério, a assinalar-se a 27 de Setembro do corrente mês, considerou a situação preocupante, na medida em que "não existem razões para se cobrarem cartas de chamadas às pessoas que têm intenção de passear em Angola".
Com feito, estão a ser estudados alguns mecanismos no sentido de se encontrar "um meio termo" para atenuar o facto. Em função disso, este ano o movimento de turistas poderá registar um crescimento pouco significativo em relação por exemplo ao ano de 2005.
No primeiro trimestre do corrente ano, entraram em Angola 81 mil e 259 turistas contra mais de metade deste número registado no período homólogo em 2005.
Portugal continua a liderar os países da Europa que mais turistas se deslocam ao país com 17 mil. Depois segue-se o Brasil com nove mil, África do Sul com cinco mil. Os países como Afeganistão, Iraque e El Salvador (situado na América) são os que menos visitam Angola com apenas um turista.
Dados do ano passado indicam que entraram no país 121 mil e 426 turistas contra os 209 mil 956. Os continentes que mais turistas enviaram para Angola neste período figuram a Europa com 63.459, a África com 19.178, a América com 20.847, a Ásia com 16.548, a Austrália com 747 e o Médio Oriente com 647 turistas.
De países africanos de língua oficial portuguesa vieram dois mil 348 turistas, um número inferior aos provenientes da Sadc, que totalizou 13.087 turistas. A Comunidade de Países de Língua Portuguesa enviou para Angola 38.921 turistas e da África Central chegaram 2.799 turistas.
Sob o lema " O turismo abre portas às mulheres", o dia mundial de turismo será assinalado com diversas actividades, nomeadamente a realização de uma feira de gastronomia, artesanato, artes plásticas, moda africana e viagens, bem como uma palestra sobre o turismo e o direito.
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