UNITA admite autonomia de Cabinda
19-07-2004 | Fonte: Publico
Um dos principais dirigentes da UNITA, Abel Chivukuvuku(na foto), admitiu ao serviço de informação humanitária das Nações Unidas (Irinnews.org) que poderá ter de ser "ouvida a voz dos cabindas, para se saber o que é que pretendem".
"Se necessitamos avançar para o repensar da espécie de Estado que Angola será, abrindo a possibilidade de autonomia de Cabinda, então que assim seja", disse Chivukuvuku, numa altura em que tem havido cada vez mais pressão para que se encontre uma saída para a crise política e militar em Cabinda.
A Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) tem argumentado que um referendo, no qual só os naturais do território votassem, e não todos os habitantes de Angola, seria a solução desejável para o conflito.
O Governo de Luanda, por seu turno, veta tal hipótese, argumentando que todos os angolanos se deveriam pronunciar sobre o problema.
Os naturais de Cabinda procuram, entretanto, criar uma frente comum que ultrapasse as divergências existentes entre as várias facções que lutam pelo direito à autodeterminação. As sucessivas tentativas que nos últimos 27 anos se fizeram para acabar com a agitação separatista ainda não deram frutos, reconhece o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários. Mas a visita efectuada há um ano a Luanda por um dos fundadores da FLEC, Luís Ranque Franque, foi considerada uma prova de que a paz poderia estar finalmente a caminho.
Alguns observadores entenderam que se tratava de uma tentativa do Governo para negociar com os separatistas, se bem que novas gerações digam que Ranque Franque já nada representa em termos práticos, sendo uma mera referência histórica.
O conflito arrasta-se há mais de três décadas e assumiu novas formas depois que, em 2002, as Forças Armadas Angolanas chegaram a um entendimento com a UNITA e transferiram a sua principal actividade para Cabinda.
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