Trabalho infantil aumentou em Angola
30-10-2007 | Fonte: Apostolado
O número de crianças angolanas envolvidas em trabalho infantil em Angola aumentou significativamente nos últimos tempos. Depois do alerta da Associação de Crianças Desfavorecidas, o Instituto Nacional da Criança, também veio a terreiro, para confirmar o facto.

A Doutora Manuela Coelho, Chefe do Gabinete de Estudos e Investigação do Instituto Nacional da Criança (INAC), disse à Ecclesia que o número de crianças que efectuam trabalho infantil, em Angola, é preocupante. “Estamos preocupados com a situação”.

Realçou que o Instituto tem alguma intervenção particularmente nas Províncias limítrofes. “Das pesquisas efectuadas até ao momento verificamos a existência de zonas criticas de prática de trabalho infantil como na Província do Cunene o trabalho de carregadores, nas Províncias das Lundas Norte e Sul e Kuando Kubango, zonas de garimpo”.

Salientou que na Província de Cabinda não foram detectados casos de crianças angolanas envolvidas ou submetidas a trabalho infantil, “mas houve uma pesquisa que determinou que havia crianças estrangeiras. Disse ainda não possuir “dados concretos” da idade dessas crianças.

Devido a esta situação conturbada e preocupante o Governo angolano decidiu criar uma comissão tripartida para pôr fim ao trabalho infantil. “Particularmente agora estamos a trabalhar na constituição de uma comissão que vai envolver não só a área social como o Ministério do Emprego e segurança social, mas também os sindicatos e os empregadores.

Assim pensamos que haverá uma maior intervenção para a erradicação do trabalho infantil no nosso país”, salientou a responsável do INAC.

O crescente número de crianças a fazerem trabalho infantil em Angola, foi levantado, nos últimos dias pelo presidente da Associação das Crianças Desfavorecidas, Joaquim Dalas.

Para este responsável, a principal razão deste aumento em Angola, prende-se com a pobreza extrema que afecta várias famílias.

“Existem muitas crianças a fazer trabalho infantil o que é contra o que consagra a lei e o direito da criança. Mas temos encontrado algumas razões que levam a essa situação e uma delas é a pobreza”.

Para o activista dos direitos da criança “muita”s dessas famílias são aquelas vulneráveis, que passam o dia sem comer um pão”, acrescentou.
 
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