Salários entre nacionais e estrangeiros serão ajustados
09-11-2007 | Fonte: Jornal de Angola
O Governo angolano vai definir brevemente as discrepâncias salariais entre nacionais e expatriados nas companhias que operam em Angola, assegurou o vice-ministro dos Petróleos, Aníbal Silva.

O governante teceu essas considerações durante uma entrevista que concedeu à Revista "O petróleo", segunda edição do Ministério dos Petróleos.

As questões salariais estarão salvaguardadas no Qualificador de Referência, um instrumento que se pretende implementar com vista a dar mais transparência e regularizar a política da indústria petrolífera.

Com a implementação do Qualificador de Referência vai beneficiar os nacionais e as próprias empresas já que irá avaliar o desempenho tanto dos estrangeiros como dos nacionais.

Essa norma vai definir melhor a remuneração em virtude da disparidade de salários que existe entre nacionais e expatriados mesmo com funções similares. Na óptica de Aníbal Silva, para que os angolanos beneficiem mais dos recursos nacionais, tal passa pela integração de empresas nacionais em todos os segmentos da indústria petrolífera e não apenas como empresas de prestação de serviços às companhias petrolíferas.

As oportunidades de integração na indústria petrolífera são vastas e vão desde a área de prestação de serviços e passa pela consultoria e fornecimento de bens.

Na área de Upstream ou Downstream (distribuição), existem inúmeras oportunidades e que vão desde a gestão de terminais de produto à transportação bem como à exploração e comercialização de refinados.

O processo de angolanização a nível de companhias petrolíferas está praticamente concluído aos níveis mais baixos e nas categorias média e superior com índices superiores a 80%.

No que se refere aos níveis de gestão superiores, ainda se constata alguma dificuldade em função da falta de quadros com experiência necessária e suficiente para os cargos de gestão.

Quanto à implementação do projecto Sonaref (Nova refinaria do Lobito), o governante considera ser um processo negocial complexo e moroso. No entanto, acredita que dentro de um ou dois anos o início da construção poderá ser uma realidade.

O sector petrolífero contribui com mais de 70% do PIB e com mais 80% dos recursos externos do país. Apenas cerca de 40% desta produção é pertença do Estado angolano, sendo os restantes cerca de 60% para os investidores estrangeiros.
 
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