Reforma educativa em Angola tem sido um fiasco
22-11-2007 | Fonte: MultiPress
A reforma educativa em Angola que começou a ser implementada desde o ano de 2002, logo após a sua aprovação pelo Conselho de Ministros um ano antes, revela insuficiências graves que podem comprometer a já sofrível qualidade de ensino no país.

Esta constatação é do Sindicato Nacional de Professores na Huíla, na voz do seu secretário para a administração, João Francisco, que adiantou não terem sido acautelados alguns pressupostos antes da implementação da referida reforma.

Para o sindicalista, a tese segundo a qual a intenção das autoridades angolanas é de erradicar o analfabetismo até ao ano de 2015, tem poucas possibilidades de vingar, uma vez que o ensino em Angola enferma ainda de muitos males que precisam de ser eliminados.

Segundo João Francisco, o investimento no homem angolano é muito pouco e por isso a qualidade de ensino é questionável e o exemplo mais recente prende-se com as falhas que se assistem na implementação da reforma educativa no país.

«Fala-se muito em atingir a qualidade de ensino até ao ano de 2015, mas isto é uma visão que não tem sentido porque na base, na prática ninguém está a fazer nada para que esta qualidade de ensino se possa atingir em 2015 e se calhar há mesmo alguns que dizem que nem em 2025 nós teremos esta qualidade de ensino, porque não há investimento no próprio homem, os professores quando falamos da reforma educativa os professores não estão sendo formados treinados convenientemente para que eles possam dar as aulas de uma forma integral esses pequenos seminários que se dão são paliativos porque alguns que vão mesmo a Luanda quando voltam não conseguem transmitir de uma forma eficiente aquilo que foram colher».

O dirigente sindical disse mesmo que um outro exemplo da má qualidade de ensino em Angola revela-se no facto de muitos países da região da SADC, na qual Angola também se insere, não darem crédito aos quadros formados no país.

Um maior investimento no homem e nas infra-estruturas que possa garantir uma melhor qualidade de ensino principalmente no sector público, e o consequente desenvolvimento do país precisa-se, de contrário, continuaremos a assistir dificuldades em ter uma Angola com quadros capazes de responder as necessidades de reconstrução, disse João Francisco.

Entre as inovações introduzidas pela reforma educativa em Angola destacam-se, as mudanças em alguns manuais de ensino no agora primeiro ciclo que vai da sétima a nona classe bem como no nível inferior que desce até a primeira classe.
 
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