Seca causa fome na Huíla
01-02-2008 | Fonte: Rádio Ecclésia/Apostolado
Mais de 120 mil famílias correm o sério risco de enfrentarem a fome se a estiagem se estender por muito mais tempo na Província da Huíla. O longo período de seca que assola o Norte e o Leste da Província da Huíla destruiu por completo mais de 60 mil hectares de terra cultivada.
As populações sobretudo agrícolas estão a sobreviver com o pouco que conseguiram da colheita, mas daqui para a frente será difícil a alimentação nas zonas rurais.
Em entrevista à Rádio Ecclésia na cidade do Lubango, o economista Luciano Paulo considerou que o estado deve manter receitas permanentes para acudir a estas situações.
“Quando tradicionalmente isto acontece o estado como responsável tem a tendência de se precaver com alguns stocks de produtos para socorrer as populações”, disse.
No Município do Camucuio, Província do Namibe, por exemplo, há populações a percorrer 20 quilómetros à procura de água.
Na Província do Cunene choveu ininterruptamente nos últimos cinco dias. “As lavras estavam muito secas e estão muito atrasadas, o povo tem muita escassez de falta de água potável”, disse à Ecclésia o Bispo da Diocese de Ondjiva, Dom Guimarães Kevano.
A falta de chuvas no país está a comprometer a produção agro-alimentar para a presente campanha agrícola.
Segundo o ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, as sementes cultivadas ou não germinam ou secam a meio da fase de crescimento.
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