Rádio Despertar instala «guerra» de ondas entre MPLA e UNITA
13-03-2008 | Fonte: MultiPress
A troca de acusações entre o Governo e UNITA por causa da Rádio Despertar teve esta quinta-feira um novo elemento com o porta-voz do Governo no Mecanismo Bilateral de consulta a advertir que se aquela estação de rádio não mudar a sua linha editorial, será apresentada queixa junto dos organismos competentes.

A UNITA, na pessoa do seu porta-voz, Adalberto da Costa Júnior qualificou quarta-feira última de «falta de cultura democrática» a preocupação do executivo em relação aos programas da Rádio Despertar.

Mas para o Governo, alguns programas daquela estação de rádio são de propaganda «a favor de um partido político» o que, segundo Norberto dos Santos «Kwata-Kanawa» (na foto), contraria o seu objecto social.

«Os acordos referem-se à transformação da VORGAN em rádio comercial e não rádio do partido. Dois cidadãos subscreveram o pedido desta rádio. O Protocolo de Lusaka não iria fazer uma coisa contrária à Lei da República de Angola. O raio de acção é de até 50 quilómetros e a Lei não pode ser para um e não para outros».

Kwata-Kanawa» disse que o Governo pondera notificar o Ministério da Comunicação Social, o Conselho Nacional de Comunicação Social e o Instituto Nacional das Telecomunicações.

O dirigente do MPLA não diz se este expediente pode desembocar no encerramento daquela emissora, mas denuncia também que ela passou a emitir fora do espaço permitido por lei.

Segundo Kanawa, «o raio de cobertura desta rádio passou para além dos 50 quilómetros e ouve-se no Kuanza-Norte, no Dondo e nas áreas de Nambuangongo que está acima dos 50 quilómetros».

Para o porta-voz da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, afirmou, entretanto, ser surpreendente e estranha a atitude do Governo já que «a Rádio Despertar emana do Protocolo de Lusaka, com um alvará comercial».

O dirigente do partido do «Galo Negro» diz não fazer sentido esta interferência do partido MPLA na linha editorial daquela rádio «por não se tratar de uma estação pública.»

Para Adalberto Júnior a Rádio Despertar funciona em Luanda «e os seus programas têm sido aplaudidos mesmo por dirigentes do MPLA»

As observações do Governo se referem em particular ao programa «Parlamento Público», que para a UNITA se destina a auscultação de opiniões dos cidadãos sobre temas de interesse para o país.

Adalberto Júnior disse que o que preocupa o MPLA é o tratamento imparcial das notícias, valor a que, alegadamente, os órgãos tutelados pelo Estado não permitidos a respeitar.
 
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