Angola vive perigo da poluição sonora
04-04-2008 | Fonte: JA
O ruído constitui uma ameaça à saúde em muitos países, em particular Angola, disse ontem, em Luanda, o director científico e pedagógico do Hospital Josina Machel, Filipe Matuba.

O médico, que falava durante uma palestra subordinada ao tema “Poluição sonora em Angola um problema de Saúde Pública”, realizada no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Saúde, disse também que o ruído constitui um risco desnecessário que pode tornar-se num “assassino surdo” de muitos angolanos, através de doenças como a hipertensão e outras.

“Actualmente eles são bastante ignorados pelas pessoas, mas eles (ruídos) estão patentes no meio ambiente, nos lares e nas instituições laborais, de várias formas”, explicou.

Em instituições como aeroportos, oficinas, fábricas mineiras, discotecas e outras, o ruído profissional constitui um problema sério de saúde, disse o professor.

Filipe Matuba disse ainda que, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o trabalhador não pode ficar mais de oito horas num ambiente de ruído que ultrapassa (85decibéis), o que não se tem verificado em algumas instituições, onde os funcionários não fazem o uso de protector auditivo.

“Se nós não cuidarmos do nosso ambiente, vamos ter problemas sérios. Daí a necessidade das autoridades de direito tomarem medidas severas sobre o ruído”, declarou.

Segundo o pedagogo, o ruído tem efeitos psicológicos que causam insónia, agressividade, irritabilidade, baixa a capacidade de trabalho, bem como de rendimento escolar. O ruído, contínuo, aumenta o ritmo do coração (taquicardia) e perda auditiva temporária ou permanente.

As comemorações do Dia Mundial da Saúde decorre no período de 1 a 7 do corrente mês, envolvendo chefias, trabalhadores e doentes dos hospitais centrais, bem como das administrações públicas locais.
 
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