“Jornal de Angola” ataca Bob Geldof e critica BES por convidar músico
07-05-2008 | Fonte: Público
Num texto publicado hoje sob o título “O cómico Geldof e a falsa notícia”, o “Jornal de Angola” lança um ataque contra o músico irlandês Bob Geldof, que ontem afirmou em Lisboa, numa conferência sobre desenvolvimento sustentável organizada pelo Banco Espírito Santo e pelo semanário "Expresso", que Angola era “gerida por criminosos”. O texto, que não surge assinado na versão online do jornal (www.jornaldeangola.com), chama a Geldof “comediante de quinta categoria” e “farsante” e identifica-o como o “espertalhaço que fez concertos rock para matar a fome ao mundo, mandou uns bagos de jinguba para África e o resto foi para outros bolsos mais selectos”.
A falsidade que o jornal refere tem a ver com o facto de a primeira versão da notícia difundida pela Lusa sobre a conferência referir que o embaixador angolano tinha abandonado a sala, quando o diplomata, segundo o “Jornal de Angola”, nem sequer se encontrava na sala. A Lusa difundiu ontem mesmo uma correcção à sua notícia inicial, contendo essa alteração.
"O convidado de honra do BES e do "Expresso" começou por fazer rir a selecta assistência que no caríssimo Hotel Pestana de Lisboa o ouvia atentamente, ao afirmar que as casas mais ricas do mundo estão na Baía de Luanda, são mais caras do que em Chelsea e Park Lane", lê-se no artigo. O jornal ressalta que a afirmação do músico indica que Bob Geldof "não sabe sequer onde fica Luanda e muito menos Angola". "Bob Geldof ou comportava uma dose excessiva de uísque ou não sabe sequer onde fica Luanda e muito menos Angola. Na Baía de Luanda não há casas...", refere o artigo.
Jornal diz que BES tem que ver quem convida O texto do “Jornal de Angola” termina com um reparo ao BES: “Pelos vistos o BES tem que ver quem convida para falar de desenvolvimento sustentado. É que lhe pode aparecer alguém a injuriar governantes estrangeiros.”
"Se um dia alguém o contratar para uma conferência no Hotel Alvalade, em Luanda, o músico vai chamar criminosos aos seus próprios governantes, descendentes de piratas e negreiros e que ainda hoje vivem na opulência à custa dos povos de África ou da Ásia. É tudo uma questão de dinheiro. Mas em Angola ninguém compra farsantes", lê-se.
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