Hidroeléctricas de Cambambe e Mabubas entram em reabilitação, garante PCA da ENE
22-05-2008 | Fonte: Jornal de Angola
As barragens de Cambambe e das Mabubas, nas províncias do Kwanza- Norte e Bengo, respectivamente, vão ser reabilitadas tão logo estejam concluídos os preparativos para o início dos trabalhos.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Electricidade (ENE), Eduardo Gomes Nelumba (na foto), que anunciou o facto em conferência de imprensa, a medida visa melhorar o fornecimento de energia eléctrica às várias regiões do país.

Quanto à barragem de Cambambe, na óptica de Nelumba, os empreiteiros estão mobilizados e já estão no local a montar estaleiros e outras condições para que este projecto possa conhecer o seu arranque.

Neste momento, estão já garantidos os financiamentos e, durante a sua reabilitação, a hidroeléctrica conhece uma paragem parcial, reduzindo assim a produção. O responsável garantiu que vão ser tomadas medidas para que essa produção parcial possa ser reposta através de outras fontes de produção. Em relação à barragem das Mabubas, a ENE está em fase de negociação de contratos que serão depois submetidos às estruturas superiores para aprovação.

Por outro lado, a barragem da Matala, na Huíla, pode igualmente estar em obras de reabilitação. Neste momento, segundo ainda o director-geral da ENE, Eduardo Nelumba, a sua instituição está a negociar os contratos que vão ser aprovados pelas instâncias superiores.

Falando sobre a reabilitação da hidroeléctrica de Luachimo, na província da Lunda-Sul, a fonte enfatizou que, desde o ano passado (2007), ficou pronta e, com isto, melhorou-se significativamente o fornecimento de energia eléctrica a Saurimo.

Nesse momento, esclareceu, a ponta de consumo em Saurimo ronda os dois megawatts, contra os quatro disponíveis para a cidade.

Questionado sobre o facto de a Barragem de Kapanda não estar sob gestão da ENE, tem trazido constrangimentos à empresa, Eduardo Nelumba salientou ser claro que num sistema quando intervêm vários autores, o nível de complexidade é maior do que quando há um único autor ou agente a intervir.

“Poderá ser dito que em determinadas situações pode ser menos eficiente, mas penso que se tratando de uma decisão que foi tomada, não ao nosso nível, o que nós temos que fazer é trabalharmos no sentido de fazer com que as coisas se harmonizem e se melhore também a parte de operação do sistema”, notou.

Na província do Uíje, já foi iniciada, em data não avançada, a construção da mini-hídrica do Lukichi II e no Moxico trabalha-se na reabilitação da hidroeléctrica de Chimboala, para se melhorar o fornecimento de energia eléctrica.

Em Cabinda, tem-se notado algum défice, agora, por causa das máquinas que já estão cansadas, ou seja, atingiram o número de ordem de funcionamento e vão ser substituídas.
 
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