Iraque: Petróleo vai para 41 multinacionais e países, Angola na corrida
23-06-2008 | Fonte: Lusa
Bagdad, empenhada em aumentar a produção de hidrocarbonetos, anunciou hoje a atribuição de contratos a 41 multinacionais do sector e países, para a extracção e exportação de ramas no norte e sul do país.

A assinatura dos contratos com 35 multinacionais petrolíferas norte-americanas e europeias, e mais seis países, entre os quais Angola, está prevista para 30 de Junho e visa recuperar o volume anterior à invasão de 2003.

Nestas condições, os gigantes petrolíferos terão todas as condições para regressar ao norte e sul do Iraque, 36 anos depois da expulsão decretada por Saddam Hussein.

"Foram escolhidas 35 companhias internacionais - norte-americanas e europeias -, tendo em conta a sua experiência e volume de negócios, para extrair petróleo", bem como mais seis países, respectivamente a Argélia, Angola, Paquistão, Tailândia, Turquia e Vietname, revelou Assim Jihad, porta-voz do ministério da tutela iraquiano.

Está marcada para o dia 30 a assinatura dos contratos que autorizam a exploração das jazidas a longo prazo através de concurso público, uma vez aprovada a respectiva legislação - previsivelmente até ao fim do ano - pelo parlamento de Bagdad.

Contra os actuais os 2,5 milhões de barris/dia, as autoridades iraquianas estimam uma extracção de três milhões de barris/dia, correspondentes ao volume anterior à invasão norte-americana de 2003.

O objectivo a cinco anos é o de multiplicar por quase dois a presente exportação diária, para 4,5 milhões, cujos proventos reverterão a favor das 18 províncias do Iraque.

Para já, com o objectivo de aumentar em 500.000 barris/dia a presente produção, Bagdad convidou cinco grandes multinacionais a darem a sua contribuição.

A revista especializada MEES noticiou que se trata dos campos de Kirkuk (Shell), Rumaila (BP), Al-Zubair (ExxonMobil), Qurna-Ouest/Fase I (Chevron e Total), da província de Missane (Shell e BHP Billiton) e, ainda, os de Subba e Luhais (Anadarko, Vitol e Dome, dos Emirados Árabes Unidos-EAU).

"Os operários iraquianos contribuirão com a força de trabalho e as multinacionais ocidentais com a experiência, logística e capital", precisou o mesmo porta-voz.

As multinacionais petrolíferas ocidentais em causa já eram accionistas da Iraq Petroleum Company, que teve o monopólio entre 1925 e 1961, após o que o sector foi nacionalizado, até 1972.
 
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