Segunda volta das presidenciais de 1992 pode parar no tribunal e na ONU
08-09-2004 | Fonte: Apostolado
O Conselho Político da Oposição (CPO) ameaça reclamar a segunda volta das abortadas eleições presidenciais de 1992 ao Tribunal Supremo.
Inclusive, poderá ir até ao Tribunal Internacional, referiu hoje o porta-voz desta plataforma de partidos sem assentos parlamentares, Anastácio Finda, em conferência de imprensa. «Em primeira mão, caso não sejamos ouvidos, nós vamos intentar uma acção, além de fazer uma sensibilização a nível nacional e internacional. Se, também, aqui, o Tribunal Supremo não se pronunciar sobre o assunto, nós vamos intentar uma acção a nível do Tribunal Internacional, com respaldo possivelmente à ONU», declarou este político. É preciso que a Comunidade Internacional realize que persiste um pendente em Angola, acrescentou.
Para a coligação, a reivindicação deste pendente fundamenta-se em motivos políticos e jurídicos. Os primeiros prendem-se com a contínua validade dos acordos de paz entre o Governo e a UNITA e os segundos com diversas disposições legais. Ademais, prosseguiu, há toda uma necessidade de se erradicar de uma vez por todas a repetição do aborto da segunda volta das eleições no futuro. Finda disse que o seu grupo já expôs por escrito a sua posição ao actual Presidente da República, José Eduardo Dos Santos, e ao seu rival para esta pleito, o então classificado em terceiro lugar, Alberto Neto.
Dos Santos não respondeu até aqui. Quanto a Alberto Neto, a reivindicação do CPO corresponde a posição que ele tem defendido desde a hipótese de marginalização de Jonas Savimbi, o segundo classificado em 1992, e falecido em 2002.
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