Angola acolhe mais de 12 mil refugiados
13-06-2009 | Fonte: JA
Pelo menos doze mil e 710 refugiados de distintas nacionalidades estão registados em Angola, revelou ontem à Angop o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Bohdan Nahajlo.

De acordo com o funcionário da ONU, do número referido, 11 mil e 900 são provenientes da República Democrática do Congo (RDC) e vivem em Angola há mais de 30 anos. Os restantes são oriundos do Rwanda, Burundi, Côte D’Ivoire, Somália, Eritreia, Tchad e Iraque.

Revelou que o ACNUR está a trabalhar com o Governo de Angola na uniformização dos critérios conducentes à concessão de residência fixa à cerca de 13 mil refugiados congoleses, da região do Katanga. Bohdan Nahajlo disse, por outro lado, que, para além dos refugiados formalmente reconhecidos, o país registou igualmente três mil e 200 pessoas, de 24 nacionalidades, requerentes de asilo.

A título elucidativo, esclareceu que, no fim de 2008 e princípios deste ano, 578 refugiados, dos quais 88 sudaneses, 250 serra-leoneses e 240 eritreus solicitaram asilo às autoridades angolanas.

O responsável da ACNUR referiu que mais de 100 mil angolanos ainda estão no estrangeiro, na condição de refugiados, enquanto 500 mil outros regressaram ao país. De igual modo, sete dos 20 mil refugiados angolanos instalados na Zâmbia manifestaram o desejo de regressar a Angola. Em jeito de reconhecimento, Bohdan Nahajlo congratulou-se com as autoridades angolanas pela forma como têm sido criados os mecanismos de recepção e tratamento das questões atinentes aos requerentes de asilo, em conformidade com o Tratado sobre os Refugiados, do qual Angola é signatária.

O responsável humanitária revelou que a situação dos refugiados em Angola melhorou substancialmente com o fim do conflito armado, pois a guerra foi um dos principais factores que estimularam a mobilidade das pessoas.

Advogou que a situação dos refugiados não pode ser considerada de embaraçosa, pois trata-se de um sintoma mundial que todos os países estão sujeitos a viver. O responsável da ACNUR deplora a situação humanitária em Darfur, região Oeste do Sudão, assolada por uma guerra civil e considera muito séria e difícil a situação dos refugiados, apesar de terminarem alguns conflitos, principalmente na África do Oeste.

A ACNUR, organismo especializado do sistema das Nações unidas, tem por missão regular a situação dos refugiados no mundo, actuando dentro dos princípios humanitários estabelecidos pela Convenção de Genebra e dos seus Protocolos Adicionais.
 
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