INAVIC suspende seis companhias
17-06-2009 | Fonte: Semanário Angolense
Quem se fizer ao negócio da aviação em Angola ficará sujeito a um crivo que não se via até aqui. Empenhado em repor a ordem, garantir segurança e recuperar a sua reputação, o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC) suspendeu a licença de seis operadoras, que aos seus olhos não estavam em condições de voar. Ficarão em terra até que se adeqúem aos preceitos da aviação civil e a outros normativos. Os aviões proibidos de voar são da Service Air, liderada por Joaquim Vieira e António. Estão igualmente abrangidas Maveua, com raízes na província do Zaire, a Kikango bem como a PHA, uma companhia de helicópteros.

A maior suspensão é a da SAL(na foto), Sociedade de Aviação Ligeira, eventualmente a mais antiga de todas as companhias de aviação de médio porte. Executivos desta companhia contactados pelo Semanário Angolense, recusaram-se a comentar o caso.

O crivo que vem imposto ao negócio de exploração de aviões levou o INAVIC a suspender por oito meses o comandante Hélder Gourgel, vulgo «Bué de Bocas», protagonista de um incidente a 17 de Abril passado na Zâmbia durante o qual, sem explicações fez uma derivação para um aeroporto que não só estava desactivado, como se situava a nove milhas de distância. «Uma e outra pista variam em 20 graus, pelo que em termos de aviação estamos perante um erro grave», disse fonte do INAVIC.

Hélder Gourgel e o seu co-piloto são citados por fontes da aviação angolana como tendo discordado em relação à abordagem a fazer a Lusaka. O co-piloto recomendou a aterragem por instrumentos, no que foi desautorizado pelo seu comandante, que preferiu o método manual, o que o levou a um aeroporto militar. A TAAG deverá igualmente tomar uma posição em relação a este incidente.
 
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