Equilíbrio da taxa de câmbio está tímido no mercado formal
08-10-2009 | Fonte: JA
Quatro dias depois da intervenção do BNA no mercado cambial, com a feitura da venda de divisas nos leilões no Banco Central, a oferta de cambiais a nível dos bancos comerciais ainda está tímida.

O Jornal de Angola fez uma ronda em alguns bancos comerciais, casas de câmbio, e conversou com algumas kinguilas, da baixa de Luanda, e verificou que o equilíbrio no mercado formal e o informal está lento.

A nota de 100 dólares está a ser vendida a 9 mil e 800 kwanzas e a compra 8 mil e 900 kwanzas, contra os 10 mil e trezentos, preço que era praticado há uma semana. Nos bancos comercias a compra está a 8.5 e venda entre 8 a 8.5 a nota de 100 dólares.

Nos bairros da Vila Alice, Calemba II e Prenda, a nota de 100 dólares, ontem, estava a ser comercializada a 9 mil e a venda a 8 mil e 500 kwanzas

Em todos os bancos e casas de câmbio por onde a equipa de reportagem do Jornal de Angola passou, não se vendia divisas, para qualquer cidadão, porque os bancos comerciais aguardam por uma autorização.

A gerente de um dos bancos comerciais, que pediu o anonimato, informou que neste momento já estão autorizados a vender divisas aos clientes que viajam para o exterior. “Os clientes que estão devidamente identificados com o bilhete de passagem e outros comprovativos, a estes vendemos sem precisar fazer um requerimento”, disse.

Referiu ainda que estão sujeitos ao requerimento, os clientes que fazem transacções comerciais para pagamento das importações de mercadorias e outras. Mas garante que logo que forem autorizadas a comercializar o dólar, como foi antes, o quadro vai mudar.

Ana Maria é kinguila, e está neste negócio há 10 anos e disse que a taxa de câmbio em relação às divisas continua ainda alta, porque os bancos comerciais também não estão a liberalizar a compra. Ontem, Ana quis comprar divisas no seu banco - que é o banco Sol -, mas não conseguiu porque também recebeu como resposta que a agência “está à espera de autorização”. E isso, na opinião da kinguila, faz com que os clientes ainda procurem dólar nos mercados paralelos, porque a oferta no mercado formal é reduzida.

Ana tem certeza de que logo que os bancos comerciais forem autorizados, a nota vai baixar ainda mais. “Se já baixamos trezentos kwanzas é porque quando os bancos comerciais decidirem vender ainda vamos baixar mais”, disse.

Recentemente o ministro das Finanças, Severim de Morais, disse que a chave do problema está em, de forma sustentada, ir fornecendo ao mercado cambial as divisas necessárias para se garantir o equilíbrio do mercado, dando maior confiança à moeda, dando maior confiança às famílias e aos empresários. E assim paulatinamente vai se estabelecer um certo equilíbrio dentro do mercado monetário, dentro do mercado cambial. “O grande problema não é num determinado dia vender-se grandes quantidades de divisas nos leilões no Banco Central, mas sim continuar a manter-se este título de vendas”, referiu.
 
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