Carros de ocasião atirados em Benguela
20-04-2010 | Fonte: Novo Jornal
A direcção do Ministério dos Transportes terá exarado um despacho que obriga os navios que transportam carros de ocasião, ou seja em segunda mão, a atracar no Porto do Lobito, soube o Novo Jornal de fontes ligadas ao Porto de Luanda.

A informação foi, no entanto, desmentida pelo director do Instituto Marítimo Portuário de Angola (IMPA), Victor de Carvalho. “Não é verdade. Não tenho conhecimento desta medida, são especulações”, afirmou.

Entre o sim e o não, o certo é que outras fontes ligadas ao pelouro confirmaram que existe um despacho sobre a matéria. Contactado pelo Novo Jornal, a fim de se obter mais dados, Luís Paulo, do gabinete de assessoria de imprensa do Ministério dos Transportes, disse que não podia confirmar a informação, pois não dispunha de qualquer “ dado sobre o assunto”, tendo sugerido que nos deslocássemos ao gabinete do ministro ou dos seus vices.

No gabinete do ministro do sector, Augusto Tomás, a informação também era desconhecida. “Se tivesse alguma orientação neste sentido eu saberia, por isso, não corresponde à verdade”, garantiu a secretária do titular da pasta dos Transportes.

Na Bolsa Nacional do Frete, que faz parte do Conselho Nacional de Carregadores, o assunto também não era de domínio, segundo fontes da instituição que mostraram estranheza.

“Não temos domínio deste assunto, por isso não podemos avançar nada”. Na delegação provincial do Porto do Lobito, em Luanda, foi garantido que, desde o ano passado, alguns navios com mercadoria de utentes de Luanda têm atracado no Lobito. “Foi uma medida para descongestionar o Porto de Luanda”.

Quanto à obrigatoriedade do desembarque de carros em segunda mão no Porto do Lobito, a fonte adiantou que não poderia confirmar o assunto. Alguns cidadãos que têm importado viaturas disseram ao Novo Jornal que têm ido buscar as suas mercadorias no Lobito, confirmando a medida exarada em despacho.

“Às vezes somos surpreendidos quando o despachante nos diz que temos de ir buscar as viaturas no Lobito”, afirmou um dos proprietários. Segundo os interlocutores, este facto obriga-os a pagarem a motoristas para trazerem por terra as viaturas, gastando mais dinheiro.

O Novo Jornal tentou contactar a gestora do porto seco de Luanda, a Multiparques, para obter mais pormenores sobre a matéria, mas sem sucesso. Segundo a secretária da instituição, o director da empresa está de viagem e só ele poderia adiantar mais pormenores sobre o tema.

Esta medida, segundo algumas vozes, serve para descongestionar o Porto de Luanda, mas é também uma forma de diminuir a entrada de viaturas usadas no país. Dados oficiais apontam que mais de 70 mil viaturas de ocasião entram em Luanda anualmente.
 
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