Polícia Nacional em Luanda precisa de efectivos
12-05-2010 | Fonte: JA
O comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional, Joaquim Ribeiro, afirmou que o número de efectivos de que dispõe a corporação ainda é insuficiente para cobrir a capital do país.

Joaquim Ribeiro fez estas considerações no final da visita que os deputados da 2ª comissão da Assembleia Nacional - que vela pelas questões de Defesa, Segurança e Ordem Interna -, efectuaram ao Comando de Divisão da Ingombota.

O comissário Joaquim Ribeiro disse ser imperioso aumentar o número de efectivos, para prevenir os crimes e garantir uma Luanda tranquila. Apesar disso, afirmou, os efectivos têm cumprido com as orientações do ministro do Interior e do comandante geral da Polícia, para um policiamento de proximidade, aumento de efectivos na via pública e maior garantia de segurança à propriedade colectiva e privada.

Questionado sobre o tratamento que a corporação dá aos efectivos prevaricadores, Joaquim Ribeiro disse que a Polícia Nacional rege-se por um regulamento disciplinar aplicado diariamente. “O polícia é filho da sociedade, é um elemento que também tem problemas.

Quando avaliamos o comportamento disciplinar dos efectivos, não podemos perder de vista estas nuances”, disse.

A Polícia Nacional registou uma redução nos crimes em Luanda, mas afirma que ocorrem situações que preocupam a corporação.

Sem avançar números, o comissário Joaquim Ribeiro disse que os homicídios voluntários com armas de fogo reduziram e que a Polícia Nacional procura usar novos métodos de prevenção do crime para retirar margem de manobra aos delinquentes. Os crimes mais frequentes, segundo Joaquim Ribeiro, são os roubos na via pública e no interior das viaturas e os assaltos à mão armada.

Verba específica para o Comando

A deputada Palmira Pascoal, porta-voz da 2ª comissão da Assembleia Nacional, defende que o Comando Provincial de Luanda deve constar no Orçamento Geral do Estado e ter uma verba específica para resolver alguns problemas pontuais.

Palmira Pascoal disse que a posição é unânime na comissão, que trata de questões de Defesa, Segurança e Ordem Pública na Assembleia Nacional. Disse que a insuficiência de funcionários civis, que cuidam da manutenção das esquadras e postos policiais, obriga os efectivos a cuidarem também da higiene da unidade, além do trabalho operativo.

A deputada afirmou que a visita dos parlamentares se deveu às várias reclamações recebidas dos cidadãos sobre a actividade policial em Luanda.
 
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