As razões da queda do general Roberto Leal Monteiro Ngongo
27-09-2010 | Fonte: Panapress/Apostolado
O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, decidiu exonerar o ministro Interior, o general Roberto Leal Monteiro "Ngongo", devido à extradição ilegal de um cidadão português de São Tomé e Príncipe para Angola, soube-se de fonte oficial segunda-feira em Luanda.

O cidadão português Jorge Manuel dos Santos Oliveira foi extraditado de São Tomé e Príncipe para Angola a fim de ser submetido a um processo judicial por alegada fraude contra uma empresa de direito angolano supostamente pertença do empresário Mello Xavier, que é também deputado do partido no poder, o MPLA.

Segundo fontes seguras, Jorge dos Santos Oliveira foi retirado de São Tomé e Príncipe para Angola, em finais de 2009, por agentes da Polícia angolana que realizaram esta operação sem autorização das autoridades.

Um comunicado da Casa Civil do Presidente da República, publicado pela Agência Angola Press (ANGOP) domingo à noite, indica que, "não existindo um acordo de extradição entre os dois países e não tendo havido autorização judicial de qualquer autoridade competente de São Tomé e Princípe, o referido processo de extradição foi considerado irregular e ilegal".

A nota acrescenta que o Ministério angolano do Interior reconheceu o "grave erro" e o ministro Roberto Leal Monteiro será exonerado das suas funções.

O general Leal Monteiro Ngongo é ministro do Interior de Angola desde Fevereiro de 2006 substituindo Osvaldo de Jesus Serra Van-Dunen, falecido no inicio do mesmo mês no Brasil.

Militar de carreira, Leal Monteiro passou-se durante anos pela diplomacia, como embaixador na Rússia.

Foi chefe adjunto do estado maior general das FAPLA e com a criação das Forças Armadas Angolanas, em 1992, saiu do exército e passou a exercer as funções de vice-ministro da Defesa, até a sua indicação para Moscovo.
 
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