Vídeo da vergonha em mãos da Justiça
08-11-2010 | Fonte: O PAÍS
Tem o número 10329/10 – 02 e arrisca-se a ser o processo de averiguações mais mediático em sede da Direcção de Investigação Criminal de Luanda (DIPIC). O mesmo esta em mãos de um inspector que atende pelo nome de Madureira e eh já motivo de peregrinação aquele departamento do sistema nacional de justiça.

Eh nem mais nem menos, que o processo-crime, resultante de uma queixa apresentada pelos familiares da jovem que aparece no vídeo com cenas explicitas de sexo e que circula na internet. A participação das instâncias do poder judicial acontece porque, alegam que não há sexo consentido, logo crime de violação e o seu bom-nome e reputação foram severamente atingidos (difamação).

A informação de que existia tal queixa foi comunicada pela própria família, no caso o pai da jovem, um oficial superior da Policia Nacional, que acredita na inocência da sua filha e não tem duvidass de que foi drogada com alguma substancia psicopática que a justiça vai ter que descobrir qual.

Não me lembro de nada

Quando tudo aconteceu, em 2007, ela tinha 21 anos de idade. Hoje Telma (nome fictício), conta com 24 anos, mãe de um petiz, que cuida com todo amor. Segundo disse, conhece realmente as duas pessoas:

‘ O Rui conheci – o numa boleia que me deu na zona do aeroporto, em 2007, disse me que trabalhava numa empresa com operação no mar, troccamos os números de telefone, fomos falando durante semanas, meses e foi ele que me apresentou o Almir, algum tempo depois’.

‘O Rui pediu me um dia, por volta das 19 horas, para ir ao encontro dele numa paragem de autocarros próximo do aeroporto. Como era meu amigo, andava a conquistar – me, mas eu sempre a negar – lhe o pedido, fui atee onde estava. Quando para o carro que me disse ser do Almir, o Rui ofereceu – me um copo de sumo, de um pacote compal que ele tinha no carro. Bebi num copo descartável e ficamos a conversar. Comecei a sentir calor, disse – lhe isso, e ele então disse que era melhor irmos a um lugar mais confortável, no Mártires e arrancou com o carro’.

A jovem lembra que quando chegou a uma casa, Rui abre a porta e no seu interior encontra Almir Agria, deitado numa cama. Questiona o que estava Almir ai a fazer, tendo sido aconselhada a não pensar em nada e que ‘ Rui estava agora a morar ali, que tinha alugado aquele sitio’.

Telma, diz que Rui ofereceu – a mais sumo, do mesmo pacote e dali, ‘ só me lembro que acordei, vestida, horas depois. Achei que já era tarde e ele levou – me para casa. Deixou-me numa paragem de táxi e disse – me o seguinte: nunca digas a ninguém o que hoje aconteceu’, lembra.

A jovem revelou que não teve oportunidade de ver o vídeo e não se lembra de ter falado com ninguém ao telefone. ‘ Das únicas coisas que me lembro foi chegar ao quarto, ver o Almir Agria sentado na cama, ter bebido varias vezes sumo e mais tarde adormecer’.
 
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