Caso Quim Ribeiro: Bens confiscados, oficiais foragidos
15-11-2010 | Fonte: A Capital
Uma operação conjunta de efectivos do comando provincial da Policia Nacional e dos Serviços de Fiscalização do Governo Provincial de Luanda, comprovou a gravidade das acusações que pesam sobre o comissário Joaquim Ribeiro.De acordo com o Jornal A Capital, no passado dia 06 de Novembro, os funcionários dos dois stands de venda de viaturas top de gama Estrelas Motores e Motores X, localizadas defronte a Unidade de Guarda Presidencial, ao Futungo de Belas, foram surpreendidos por homens armados, trajados, uns com uniformes da Policia e outros, da fiscalização, acompanhados de carros rebocadores.
Traziam, também, um mandado judicial que os autorizava a apreender todas as viaturas ali dispostas. O mandado, ao que se apurou, foi emitido pela Procuradoria-geral da República. Ao todo, segundo os funcionários, ‘os homens levaram, consigo, oito viaturas, todas de alta cilindrada deixaram no vidro, a inscrição GPL 06.11.10, em letras garrafais, correspondente a uma ordem de encerramento.
Segundo um funcionário de Quim Ribeiro, o numero de viaturas apreendidas seria maior, não fosse a diligência do gerente que tratou de guardar, mesmo no bairro, algumas delas antes da chegada da Policia e de entregar outras tantas aos clientes, mesmo aqueles que apenas tinham pago só a metade.
Dois oficiais detidos
A par desta acção, consta que a PGR, tem já sob sua custodia, dois oficiais da PN acusados de tomar parte de todo o processo, quer de desvio de dinheiro apreendido, quer do homicídio do oficial da Policia Nacional e de um outro dos serviços prisionais.
Um outro terceiro visado, entretanto, conseguiu fugir. Trata – se de Caricoco, homem a quem o comandante Joaquim Ribeiro incumbiu, ao longo do seu consulado, de operações especiais de combate ao crime, em Luanda. Ele tem os telefones desligados e também, não aparece em casa.
Inquérito
Circulam nos corredores do Ministério do Interior, informações segundo as quais, a comissão de inquérito tinha, praticamente concluído o seu trabalho e que se tinha munido de informações suficientes para incriminar o Comissário Joaquim Vieira Ribeiro. Se assim acontecer, sujeita-se a punições pesadas que podem, inclusive, abranger a sua despromoção ou mesmo a expulsão da corporação, sem contar com a vertente penal.
O inquérito que segue os passos do Comissário Quim Ribeiro, esta a ser conduzido por Fernando Vaz Mussolo e Salvador Rodrigues, respectivamente Inspector-geral do MININT e Inspector-geral da Policia Nacional.
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