Angola defende não ingerência externa na Costa do Marfim
23-12-2010 | Fonte: RFI
O chefe da diplomacia angolana alega que os marfinenses estão divididos quanto à segunda volta das eleições presidenciais e apela a que se evitem radicalizações de posições. Georges Chikoty falava em Bissau à imprensa no regresso da sua viagem a Conacri para a tomada de posse nesta terça do novo presidente guineense Alpha Condé. A posição de Angola na crise marfinense não tem deixado de suscitar comentários na imprensa internacional. Não obstante a União Africana ter decidido suspender a Costa do Marfim a atitude de Luanda desde a segunda volta das eleições presidenciais neste país da África ocidental foi, por vezes, interpretada como de alguma proximidade com o presidente cessante Laurent Gbagbo. De referir que o embaixador angolano na Costa do Marfim, Gilberto Lutucuta, fora um dos poucos diplomatas estrangeiros presentes na sua tomada de posse a 4 de Dezembro passado.
No dia seguinte o conselheiro de defesa do presidente cessante marfinense, Kadet Bertin, deslocara-se a Luanda tendo-se avistado com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.
Já a maioria dos parceiros internacionais da Costa do Marfim optou por reconhecer a vitória de Alassane Ouattara, antigo primeiro-ministro marfinense, na segunda volta das eleições presidenciais.
No entanto o novo ministro angolano das relações exteriores, Georges Chikoty, apelou a que se evitem radicalizações de posições e reagiu aos comentários feitos na imprensa internacional sobre a posição de Luanda.
Durante uma escala em Bissau nesta quarta-feira, proveniente de Conacri, onde assistiu à tomada de posse na véspera do novo presidente Alpha Condé, Chikoti admitiu defender a "não ingerência" externa e a adopção de uma postura que permita "evitar um banho de sangue", alegando que os marfinenses estavam divididos quanto ao resultado das eleições presidenciais.
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