Novas barragens hidroeléctricas em Angola
28-04-2011 | Fonte: JA
A ministra da Energia e Águas, Emanuela Vieira Lopes, disse na segunda-feira, em Capanda (Malange) que o défice no sector da energia eléctrica vai ser ultrapassado com a construção de grandes barragens.

“Estamos a reabilitar as barragens do país para minimizar o actual quadro, que deve melhorar com as grandes barragens de Lahuca, cuja potência instalada é de dois mil megawatts e de Caculo Cabassa”, disse a ministra, avançando que as duas, em conjunto, vão fornecer energia para a parte norte, centro e sul. A ministra, que falava à imprensa à margem do acto de encerramento do curso de técnicos para exploração da barragem hidroeléctrica do Gove, disse que o sector energético do país conta com o mecanismo de interligações do sistema, com o qual se pretende uma melhoria substancial na distribuição da energia.

A grande preocupação do Executivo, disse a ministra, é ultrapassar o actual quadro de défice energético no país. Para tal, está a ser reabilitada a barragem das Mabubas, numa altura em que está também em curso a construção das suas linhas de transporte. A barragem de Lomaum também está a ser reconstruída em simultâneo com a respectiva linha de transporte, embora menos acelerada. Outra barragem que passa também por um processo de reconstrução é a da Matala.

A barragem de Cambambe, infra-estrutura que reputou de importante, tem a reconstrução a bom ritmo e a segunda fase da segunda central tem as obras bem a correr bem.

Os concursos para a reconstrução da barragem de Luachimo iniciam em breve. “Temos de ter paciência, pois trata-se de projectos de engenharia, cujo tempo de maturação é geralmente de cinco ou sete anos”, disse. Emanuela Vieira Lopes acredita que o Fundo do Petróleo, aprovado recentemente pelo Presidente da República, vai ajudar a que obras desta natureza sejam executadas com maior celeridade.

A ministra falou da criação da Grelha de Transporte de Energia, o que torna o sistema mais eficaz, na medida em que os sistemas isolados são ultrapassados com a realização dos sistemas interligados, numa altura em que já existe o sistema interligado Norte e Centro, uma linha de transmissão já em fase final.

Além da construção das hídricas, está em curso a construção de uma central térmica no Zaire. A central deve concentrar uma potência instalada de 400 megawatts, o que vai minimizar o actual défice energético. Há equipas no terreno e já se está a preparar o lançamento dos cadernos de encargos das linhas de transporte. Deve-se avaliar, por via do concurso, quem realmente está capacitado para o projecto, disse.

A par dos grandes projectos, Executivo pretende construir mini hídricas. A parte burocrática para a sua construção já esta ultrapassada. Apenas se aguarda pelo concurso. As mini hídricas vão ser construídas em todo o país, sendo que já foram identificadas 150 pontes. Para o lançamento, apenas 40 mini hídricas ficam orçamentadas. As empresas privadas são chamadas a participar nesse desafio, que vai até 2016, numa perspectiva de produção de sete mil megawatts.

Ainda assim, esta produção vai sendo actualizada com o tempo, à medida que as necessidades energéticas forem aumentando.
 
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