Registados 570 casos de desmaios de alunos nas últimas 24 horas
29-07-2011 | Fonte: Angop
Quinhentos e setenta casos de desmaios de alunos foram registados nas últimas 24 horas nas províncias de Luanda e Namíbe, por alegada inalação de substância tóxica desconhecida, deu a conhecer à Angop, fonte do Serviço Nacional de Protecção Civil, no seu balanço matinal.

Segundo o porta-voz deste órgão do ministério de Interior, Faustino Sebastião, 474 casos registaram-se em Luanda, nos municípios do Cacuaco, Kilamba Kiaxi e Viana (a norte e sul da capital do país), enquanto os demais na província do Namibe.

Em Luanda, as ocorrências foram registas nas escolas do segundo cilco números 8071, 8073, 8003, Simão Toco, Instituto do Nova Vida, colégio Soriver, Bom Amigo, 28 de Agosto, bem como no Puniv do bairro Sapu e na escola 9098.

Na cidade do Namibe, segundo Adão Sebastião, os casos ocorreram em quatro estabelecimentos de ensino secundário.

As vítimas foram evacuadas para unidades hospitalares mais próximas, tendo a maioria recebido alta, depois da assistência médica e medicamentosa.

Casos do género ocorreram nas últimas 72 horas em escolas do município de Viana e Rangel em Luanda e Ondjiva (Cunene).

Até ao momento não foi identificado o tipo de substância tóxica, nem os autores destas práticas repudiadas pela sociedade.

A Polícia de Investigação Criminal deteve recentemente um jovem de 19 anos, acusado de ter lançado um gás tóxico no Instituto Médio Politécnico do município do Cazenga, provocando o desmaio de 24 pessoas, entre alunos, professores e funcionários administrativos.

O suspeito é acusado de utilizar um produto designado por “Longue Postel 70cs “, um tipo de gás pimenta utilizado por forças policiais para neutralizar elementos que resistem às ordens policiais.

Estas práticas são condenáveis por lei e puníveis ao abrigo do artigo 364 do código penal, cuja moldura vai de dois a oito anos de prisão maior.

A comandante da Polícia Nacional em Luanda, comissária chefe Elisabeth Ranque Franque, garantiu já a existência de um trabalho “aturado” com vista, num curto espaço de tempo, serem esclarecidas reais causas destes desmaios.

Segundo disse, em coordenação com a Polícia de Investigação Criminal e do Ministério da Saúde, com base em análises clínicas, tudo está a ser feito no sentido de se identificar a origem do produto e os seus possíveis autores.

Sublinhou que “apesar dos trabalhos de investigações, em termos policiais ainda não existem dados concretos relativamente ao que pode estar por de traz das ocorrências.
 
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