Desminados mais de 99 mil quilómetros de estrada desde 1996
03-08-2011 | Fonte: Angop
Cerca de 99 mil e 980 quilómetros de extensão de estrada foram desminados em todo o território nacional, desde 1996 até ao primeiro semestre do corrente ano, anunciou hoje (quarta-feira), em Luanda, o ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua.
Ao orientar a cerimónia de abertura do terceiro encontro nacional de desminagem, em representação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, o ministro disse que foram ainda desminados três mil e 200 quilómetros de extensão de caminho-de-ferro e seis mil e 61 quilómetros de fibra óptica e outros três mil e 571 de extensão de linhas de transporte de energia.
No período em referência, segundo o também coordenador da Comissão Executiva de Desminagem, foram limpos 930.191.457 metros quadrados de área limpa.
Assim, foram removidas 428 mil e 274 minas anti-pessoal, 23.384 minas anti-tanque, dois milhões e 364 mil e 887 engenhos explosivos não detonados, dois milhões e 796 mil e 155 quilogramas de material letal e três milhões 727 mil e 735 quilogramas de outros metais diversos.
Disse que apesar dos excelentes resultados obtidos nesta operação, a problemática das minas contínua a ser um facto, ameaçando a circulação de pessoas e bens, e pondo ainda em causa a segurança em algumas partes do território nacional.
Durante o certame, que termina hoje à tarde, serão apresentados distintos documentos, com destaque para o relatório das acções desenvolvidas no período em análise, Programa Executivo de 2011- 2012 e o Plano Operacional Okavango-Zambeze.
Decorre sob o lema "os desafios da desminagem no território nacional e o projecto Okavango - Zambeze" e congrega ministros da Saúde, dos Petróleos, da Hotelaria, da Energia e responsáveis do Ministério da Defesa, das Forças Armadas Angolanas (FAA), Polícia Nacional, Comissão Nacional Inter-sectorial de Desminagem e Assistência Humanitária e de governos provinciais.
O mesmo permitirá fazer uma profunda reflexão sobre o desempenho das operadoras do Estado, nomeadamente as Forças Armadas Angolanas, Casa Militar da Presidência da República, Instituto Nacional de Desminagem e a Polícia de Guarda Fronteira, desde 2008 até ao primeiro semestre do corrente ano.
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