Diversão perigosa: Clientes humilhados e desrespeitados
27-01-2012 | Fonte: Novo Jornal
NJ, percorreu algumas discotecas da capital durante o final de semana e verificou o dissabor que muitos jovens enfrentam, ao verem vetadas as suas entradas. A proibição acaba por causar uma certa frustração e há quem aponte a discriminação racial como a principal causa do veto que acontece em certas casas nocturnas.Chegada à hora dos bailes nocturnos, agitação, jovens pávidos e com ânsia de entrar e trocar um pé de dança. O cordão de segurança é feito e começa a selecção dos visitantes da noite. Em cena estão os seguranças, que para além de revistarem os clientes, visando possíveis portes de arma de fogo ou branca, também verificam a indumentária e aparência do cliente e se eventualmente terá deixado algo por consumir da noite anterior.
Tal gesto, muitos clientes não percebem e começa o alarido na porta. Embora na nossa ronda alguns jovens tenham considerado discriminação, a selecção levada a cabo em muitas casas em Luanda, durante o nosso percurso, encontramos jovens em alto estado de embriaguez, razão pela qual não lhes foi permitida a entrada.
Alguns gerentes garantem que à estes, a entrada é vetada, para que não estragarem a noite “de muito boa gente que se está a divertir” e para que se evitem as ofensas morais e muitas vezes, os danos materiais que os mesmos possam causar.
Gerência nega Tendo em conta o que fomos verificando durante a noite e os comentários feitos em relação à algumas discotecas da capital, conversamos com Homero Bastos Neco e Vavá, gerentes de três casas nocturnas da capital, que não concordaram com os depoimentos formulados, em relação à existência de discriminação nas discotecas.
Os gestores afirmaram que as suas casas estão abertas para todas as gentes, desde que estas mantenham comportamentos aceitáveis à todos os níveis. Homero Bastos, gerente do “Dom Q” disse que “toda gente é potencial cliente do Dom Q, desde que tenha um perfil cuidado”. Questionado sobre que perfil referia, aquele responsável frisou que “tem que ter uma vestimenta cuidada, que não venha de chinelos ou calções, entre quinta à sábado, mas ao domingo é mais liberal. Por isso exigimos dos nossos clientes um traje formal, que não é necessariamente fato e grata”, explicou.
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