Permanece a dúvida sobre o futuro de Lito Vidigal à frente das Palancas Negras. Desde o início que o treinador angolano, radicado em Portugal, não caiu nas boas graças de dirigentes, adeptos e jornalistas.
Sem o assumirem publicamente, o Novo Jornal sabe que os actuais dirigentes federativos, que não tiveram responsabilidades na sua contratação não morreram de amores pelo treinador, que acusam de ser demasiado exigente, tanto ou mais do que o fora Manuel José -- «esse, ao menos, tinha estatuto», argumentam. Norescaldo da vitória sobre o Burkina Faso, ouvimos, em Malabo, desabafos como este: «A vitória é boa vamos ter de continuar a levar com o Lito Vidigal».
Ninguém me contou. Ouvi! Mas o que poucos sabem é que a rescisão unilateral com o treinador, que tem mais um ano de contrato e aufere de vencimento mensal 35 mil dólares, pode custar aos cofres da FAF 500 mil dólares, tal é o montante inscrito no respectivo contrato. Isto sem contar o dinheiro dos seus adjuntos.
Mesmo levando em linha de conta o desabafo de Pedro Neto, que afirmou não haver «clima» para continuar com Lito Vidigal, o NJ sabe que não há verba para assumir o despedimento.
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