Julgamento do antigo comandante provincial da Polícia de Luanda: IIª Sessão
15-02-2012 | Fonte: RNA
Nesta segunda secção de julgamento, realizada na Segunda – feira, 13/02, os réus apresentaram-se todos fardados como foi pedido pelo Ministério público na primeira secção, com sala cheia e muita gente por entrar.Os quatro réus ouvidos esta Segunda-feira, foram Luther José, Carlos Ukuama, Sampaio Kilengo e Manuel da Mata João, todos estes se negaram a responder as perguntas sobre a matéria de facto e explicita nos altos, segundo os mesmos não tomaram conhecimento em tempo útil sobre o conteúdo da acusação e como reza a lei, não teriam como falar sobre algo em que não foram tidos nem achados.
Somente Manuel da Mata, sobre o que viu na busca que foi feita na casa de Fernando Gomes Monteiro, onde consta se ter encontrado 3 milhões e 700 mil dólares Americanos e outros quantos tantos kwanzas, disse ter visto apenas duas armas e não malas, e também afirmou que o antigo Comandante da Polícia de Viana, Superintendente - chefe Augusto Viana tomou conhecimento de toda a cena da operação pessoalmente, pouco tempo depois na Unidade da Polícia, depoimento em princípio que contraria o constante nos altos.
Recordar que, Augusto Viana inicialmente constituído como réu viu revertido a sua situação para declarante ao processo nos altos. Consta que, o Superintendente - chefe e jurista foi chamado pelo antigo Director da Direcção provincial de Luanda da investigação criminal, António João, a receber um agrado do chefe Quim Ribeiro, resumidos em «cem paus».
Augusto Viana foi receber somente no dia seguinte, mas não sabia o que é e o que seriam os cem paus, porém recebeu 75 mil dólares Americanos, que também sustenta desconhecer a proveniência cujos valores foram usados para comprar dois terrenos, um já confiscado pela justiça e outro foi uma compra em terreno reservado.
Já o réu Luther José, inspector da Polícia nacional, e acusado de ter extorquido cem mil dólares Americanos à família do suposto detentor dos milhões de dólares, e que alegadamente foram saciados, a acusação sustenta que o Inspector Luther José, ao ser acusado por familiares do dono do dinheiro e extorquido, que Fernando Gomes Monteiro, proferiu palavras obscenas na presença de Augusto Viana, ao Superintendente, Filipe José Fernando Jesus, segundo os altos fez mais sem que o Comandante de Viana intercedesse, José Luther terá retirado as patentes do seu superior hierárquico dos ombros e terá conduzindo-o aos calabouços, onde permaneceria 3 á 4 dias.
Contudo, o julgamento prossegue e a expectativa é grande, porque se quer saber como o Tribunal vai lidar com a atitude dos réus em não responderem sobre a matéria de facto desarrolhados nos altos.
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