Paz permite estabilidade e diversificação da economia de Angola
04-04-2012 | Fonte: Angop
A estabilidade macroeconómica, nos preços, no fornecimento de bens e serviços e na circulação de pessoas e produtos em todas regiões do país constituem alguns dos ganhos mais relevantes que a paz proporcionou a Angola, 10 anos depois da assinatura dos acordos, em Luanda, afirmou hoje o economista Gomes Cardoso.

Em declarações à Angop, no decurso da caminhada da paz, realizada pelo Governo da Província de Luanda, em alusão ao Dia da PAZ e Reconciliação Nacional (04 de Abril), Gomes Cardoso disse, a propósito dos proventos dos 10 anos de paz, que Angola está conseguir diversificar a economia, antes muito dependente do petróleo e do diamante.

Na sua óptica, hoje, além das receitas fiscais provenientes do petróleo, outros sectores não petrolíferos têm contribuído para o Orçamento Geral do Estado, o que não era notório em tempo de guerra.

Citando o sectores do comércio e serviços e de hotelaria e turismo, o interlocutor disse que são algumas áreas que têm contribuído para o OGE, “portanto a paz trouxe progressos equivalente a quase todo tempo da nossa independência”, concluiu.

Por outro lado, o entrevistado disse que gostaria de ver durante esse período de paz, a redução e ou substituição de importações de alguns produtos com vantagens comparativas e competitivas como arroz, fuba de milho, de bombó, feijão, óleo alimentar, sabão, água,
carne e ovo.

Para si, aqueles produtos deviam ter já a garantia de oferta em função das necessidades de consumo.

O economista defende que nessa altura Angola já devia ter um mercado mais competitivo em todos os aspectos, e particularmente do ponto de vista da qualidade dos bens e de preços, que na sua opinião é um grande desafio que o Executivo do país vai enfrentar.

Além do desafio do combate ao preço injusto dos produtos, apontou o comércio ou economia informal como um fenómeno que dentro dos 10 anos já devia desaparecer ou se tornar uma actividade marginal e mais clandestina.

“Eu sinto e vejo que a actividade informal é realizada de forma aberta e em locais impróprios”, disse o economista, acrescentando que “é preciso trabalhar de forma progressiva e paulatina na transformação da economia informal em formal para dela se obter receitas fiscais e também para salvaguardar a saúde e protecção do consumidor”.

Ainda na vertente do comércio, Gomes Cardoso disse ser premente a combinação da cadeia produção, distribuição e consumo na vida real do cidadão, tendo em conta a produção que não é escoada para as áreas onde existe grande densidade populacional.

Tendo em conta as perdas e quebras de produtos por falta de oportuno escoamento aos centros de consumo, disse que o sector do comercial devia desenvolver o seu papel através da construção das principais infra-estruturas importantes, no domínio do comércio a grosso, privilegiando a instalação, nos principais pontos geradores de cargas, de plataformas de rede integrada de logísticas.

Relativamente ao mercado retalhistas, indicou a fonte, a primazia vai para construção de infra-estruturas suficientes para que os produtos sejam comercializados em condições higio-sanitárias recomendáveis.

 
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