Eleições em Angola devem demonstrar maturidade - PR
01-06-2012 | Fonte: Angop
O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, manifestou hoje (sexta-feira), em Luanda, interesse que as eleições no país, convocadas para 31 de Agosto, sirvam para demonstrar ao mundo a solidez e a maturidade das instituições, e o empenho na construção de um verdadeiro Estado Democrático de Direito em Angola.


O desejo foi expresso quando discursava na abertura da Cimeira extraordinária da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).


“Queremos que as próximas eleições em Angola sirvam para demonstrar, à África e ao mundo, a solidez e a maturidade das nossas instituições e o nosso empenho na construção de um verdadeiro Estado Democrático de Direito”, augurou o Chefe de Estado.


Declarou que o continente africano, em particular, necessita desses exemplos concretos, que confirmam que os seus países pretendem virar firmemente uma página do passado da nossa história comum, marcado pela existência de governos autoritários ou autocráticos, para dar lugar ao nascimento de sociedades e instituições democráticas.


Informou aos seus homólogos que, há dias, convocou as próximas Eleições Gerais em Angola para o dia 31 de Agosto do corrente ano.


Explicou que a convocatória foi mais uma importante etapa num processo de vários meses, durante os quais foi cumprido, com êxito, o registo eleitoral, actualizada pelo Parlamento toda a legislação eleitoral e definido o calendário de acções até ao dia da ida às urnas.


Como nas vezes passadas, adiantou, desejamos que ao acto eleitoral estejam presentes observadores nacionais e estrangeiros, para que possam constatar a lisura e a transparência com que ele vai decorrer.


O Presidente angolano declarou que não pode ser tolerado o ressurgimento dos golpes de Estado em África, pois eles constituem vias ilegais para a conquista do poder político, que contrariam princípios fundamentais e valores defendidos pela União Africana.


“Nós juntamos a nossa voz à de todos aqueles que já condenaram os golpes de Estado ocorridos no Mali e na Guiné-Bissau e saudamos os esforços sub-regionais em curso com vista à manutenção da paz, da estabilidade e do restabelecimento da ordem constitucional”, afirmou.


Considera que a via do diálogo paciente e inclusivo e da negociação parecem ser o caminho mais certo para buscar uma solução equilibrada, consensual e justa, com o apoio e a participação da União Africana e da Organização das Nações Unidas.


Declarou ser precisamente com o desejo de ver reforçada a capacidade de intervir na discussão e resolução dos grandes problemas do continente que “temos estado a apoiar, ao lado da África do Sul, a campanha da candidata da SADC para a presidência da Comissão da União Africana”.

 
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