Nulo em Monróvia
11-06-2012 | Fonte: Jornal dos Desportos
A Selecção Nacional de futebol empatou ontem (0-0), em Monróvia, com a congénere da Libéria, no jogo da segunda jornada do Grupo J da Zona África de apuramento ao Mundial de 2014.

O jogo entre os Palancas Negras e as Estrelas Solitárias foi presenciado por cerca de 25 mil espectadores, no Estádio Antoinette Tubman. Antes do árbitro mauritaniano Ali Lemghaifry e seus assistentes Mamadou Cheikh Pene e Hassane El Dia terem ordenado o seu início, esperava-se que o desafio oferecesse muitos golos, expectativa gorada no desenrolar da partida.

Os resultados da primeira jornada, em que Angola empatou em casa com o Uganda (1-1) e a Libéria foi derrotada em Dakar pelo Senegal (3-1) faziam esperar que os dois conjuntos fossem lutar por uma vitória nesta segunda ronda. Vencer seria a palavra-chave do jogo para os dois conjuntos.

O novo treinador da Libéria, Kaetu Smith, vinha sendo mesmo muito hostilizado em casa devido à derrota com o Senegal, o que o levou ontem a colocar em campo uma equipa virada para o ataque, deixando de lado o sistema defensivo de 4-4-2, que usou em Dakar.

Na primeira metade do jogo, para anular os Palancas, o técnico liberiano, sem contar com o seu “playmaker” - o capitão Anthony Laffor, que foi expulso no encontro com o Senegal - apostou num “onze” em que deram nas vistas Nathaniel Sherman (na baliza), Teah Dennis, a defesa direito, George Gebro a esquerdo e Jimmy Dixon a fazer parelha com Omega Roberts, a centrais. O técnico colocou ainda Theo Weeks e Alseny Keita no meio campo, James Zotiah (a ponta esquerdo) e Zah Krangar (a direito), deixando trabalhar na cabeça da área Doe e Dioh Williams.

Quem seguiu a partida, deu-se conta que o técnico angolano, Romeu Filemon, soube orientar os seus pupilos a não caírem no “ardil” táctico montado pelos donos da casa. Instruía-os a subir no terreno para não serem surpreendidos no contra-ataque. Desinibidos e com muita determinação, os Palancas Negras apostaram também no ataque, o que forçava os liberianos a recuar. Por causa dessa estratégia, os angolanos poderiam até ir ao intervalo com vantagem no marcador, se Manucho Gonçalves, Mingo Bile e Djlama Campos não tivessem falhado as oportunidades mais flagrantes de marcar na baliza de Nathaniel Sherman.

Manucho, com uma soberba cabeçada, podia ter marcado. Mingo Bile, internado na pequena área, chutou para as nuvens, e Djalma Campos, depois de passar por dois adversários do lado seu direito, vendo depois a baliza escancarada, chutou sem pontaria… ao lado. A segunda parte pouco trouxe de novo.

A equipa angolana, embora tenha continuado a mandar no jogo, não marcou, tal era “persistência” com que os jogadores falhavam. Nos últimos dez minutos, por não terem estado em “dia sim”, Filemon procurou dar outra dinâmica ao jogo dos Palancas, retirando Mingo Bille, substituindo-o por Manuel, ala do ASA, aos 31 minutos.

Mandou também para o banco Djalma Dalma, colocando o médio Manuel do Petro, aos 37. Mas foram mexidas que não produziram o efeito desejado, que era chegar ao golo. A Libéria é que quase pregava o golpe de misericórdia. Já no tempo suplementar, Francis, que abriu o marcador contra o Senegal, rematou forte, obrigando o guarda-redes Lando a um grande esforço para afastar a bola para o campo.

 
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