Carteira de investimentos aprovada atinge um volume semestral recorde
14-06-2012 | Fonte: Jornal de Angola
Maria Luísa Abrantes declarou à comunicação social que, só nos últimos cinco meses, o investimento privado atingiu 80 mil milhões de kwanzas e que, “pelo nível de solicitação e a eficiência com que as nossas instituições do Estado trabalham, vamos chegar aos 100 mil milhões de kwanzas”.
O investimento sancionado pela agência está ligado aos sectores da construção civil, agricultura, prestação de serviços e hotelaria e já está a criar milhares de postos de trabalho. Maria Luísa Abrantes, que fez estas declarações à margem da assinatura de três contratos de investimento privado, disse que hoje quase metade dos contratos já é assinada com empresários angolanos.
“Está a existir aqui um equilíbrio em termos de investimento entre angolanos e estrangeiros, o que representa uma mais-valia para nós”, afirmou Maria Luísa Abrantes, que considerou esta realidade como um reflexo da capacidade do Executivo em apoiar estes projectos, porque tem trabalhado no que é necessário para o êxito do investimento privado.
A presidente do Conselho de Administração da ANIP assinou três contratos de investimento no valor de 984,7 milhões de kwanzas.
O primeiro, com o presidente do Conselho Administração da empresa sul-africana MIVAMI International Group, Ruben Mpelele. O grupo está ligado à construção civil e obras públicas e pretende construir em Luanda um laboratório de combate às ravinas equipado com tecnologia de ponta.
O laboratório vai analisar os solos e subsolos para fabricar produtos apropriados para estancar as ravinas. Para o efeito, vai investir mais de 400 milhões de kwanzas. O representante da empresa em Angola, Arlindo Tchicoty, disse que vão ser criados 350 postos de trabalho só para angolanos e 52 para estrangeiros especializados. A construção arranca já no próximo mês e deve ficar concluída ao longo do próximo ano.
O segundo contrato foi assinado com a empresa Dash Petroleum e Energy Resource Private LDA, uma fusão entre empresários angolanos e indianos.
Firmou o acordo o seu representante em Angola, Valentim Ngongo, que disse na ocasião que a sua empresa investiu 300 milhões de kwanzas e vai empregar cerca de mil angolanos.
O seu objectivo é actuar na prestação de serviços a empresas petrolíferas. O terceiro contrato foi assinado com o representante da Guanging International, André Ferramenta. A sua empresa vai aplicar 200 milhões de kwanzas na construção de estruturas metálicas de ferro e aço. É uma empresa de origem chinesa que actua na área da construção de pontes e empreendimentos de grande superfície.
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