Missang constituiu experiência válida - ministro da Defesa
15-06-2012 | Fonte: Angop
A constituição da Missão Militar de Angola na Guiné-Bissau (MISSANG) foi uma experiência válida e estimulante que, seguramente, iremos reter na nossa memória colectiva por muitos e longos anos, afirmou hoje, sexta-feira, o ministro da Defesa Nacional, Cândido Pereira Van-Dúnem.

O governante fez este pronunciamento na cerimónia de recessão dos efectivos, pelo termo da missão, realizada na Unidade de Forças Especiais, baseada em Cabo Ledo, província do Bengo.

“Como é do conhecimento geral, a República de Angola, à luz do seu espírito de solidariedade e institucional, aceitou de bom grado participar, através de um protocolo firmado entre os dois executivos, no processo de reorganização dos órgãos de defesa e segurança da Guiné-Bisseu”, referiu.

O titular da pasta da Defesa explicou que a iniciativa visou “a formação de quadros militares e polícias, na perspectiva da reposição da segurança e estabilidade política e militar deste país irmão, ciclicamente assolado por tenebrosos actos inconstitucionais, consubstanciados em sucessivos golpes de Estado”.

“No quadro da implementação do programa de cooperação técnico-militar e de segurança, entre as repúblicas de Angola e da Guiné-Bissau, surgiu a Missang para participar activamente no processo de reforma, reestruturação, desenvolvimento e pleno funcionamento dos órgãos de defesa e segurança deste país, com o qual temos laços de irmandade”, acrescentou.

O ministro referiu que, apesar da vontade do legítimo governo e do povo da Guiné-Bissau, “por razões alheias à nossa vontade, que são sobejamente conhecidas, não nos foi possível atingir os objectivos que estiveram na base da criação da Missang, bem como o cumprimento cabal da sua missão”.

Lembrou que o protocolo previa, entre outras acções, a reabilitação e construção de infra-estruturas para a melhoria das condições de vida e de trabalho dos efectivos das forças armadas e polícia guineenses, cujo programa foi interrompido à luz dos acontecimentos que culminaram num golpe de força.

De acordo com o governante, Angola reitera o seu apoio ao povo irmão da Guiné-Bissau e total disponibilidade de continuar a contribuir em todas as acções que visem reforçar a democracia e a melhoria da qualidade de vida dos guineenses em geral.

A cerimónia foi marcada pela entrega do estandarte (Bandeira) da Missang ao ministro da Defesa Nacional, como forma de assinalar o fim da missão na Guiné-Bissau.

Assistiram ao acto distintos membros do Executivo, oficiais-generais e superiores dos três ramos das FAA (Exército, Marinha e Força Aérea), adidos de Defesa acreditados em Angola, entre outros convidados.


 
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