Angola concordou em acrescentar 200 mil dólares ao esforço que a SADC está a fazer, a ver se a ministra do Interior da África do Sul, Nkosazana Dlamini-Zuma, vence a eleição para a presidência da
Comissão da União Africana. A contribuição de Angola faz parte das
decisões tomadas na reunião de chefes de Estado da SADC, realizada recentemente em Luanda, apurou o Novo Jornal.
Angola é citada num relatório como tendo avançado já com 174 mil dólares. Antiga ministra dos Negócios Estrangeiros da África do Sul, Nkosazana Dlamini-Zuma, concorre juntamente com Jean Ping, do Gabão, homem que ocupa o cargo desde 1 de Fevereiro de 2008.
No primeiro round realizado, em Janeiro em Addis Abeba, por altura da reunião de chefes de Estado, nenhum dos candidatos conseguiu votos suficientes para segurar o lugar. Os regulamentos exigem uma maioria de dois terços dos 54 membros da oragnização. Jean Ping obteve 28, mais dois que Dlamini-Zuma.
O desempate terá lugar dentro de um mês em Addis Abeba, cidade que foi escolhida para substituir Lilongwe, Malawi, após o Governo deste país ter dito que preferia prescindir da cimeira, do que convidar o presidente Omar Al Bashir, do Sudão, sob quem pesa um mandado de captura emitido pelo TPI. Malawi evitou assim novo crepúsculo nas Relações com os doaodores, de quem depende o seu orçamento.
Um relatório que dá conta das conclusões da reunião, diz que a África do Sul iria disponibilizar um avião que será usado por uma “task force” da SADC para um périplo por vários países africanos.
Este será o segundo tour que diplomatas da SADC farão pelo continente. Divididos em três equipas, o “task force” da SADC já visitou 28 países africanos, sendo que destes, 12 confirmaram apoio
a Nkosazana Dlamini-Zuma, apresentada em todas as paragens como “candidata de toda região e não apenas da África do Sul”. Nove dos países visitados mostraram-se comprometidos com Ping, sete estavam na dúvida.
Uma das equipas é liderada por Tomás Salomão, secretária executivo da SADC, que esta semana confirmou à imprensa o reforço das acções de lobby. Fazem parte das equipas, diplomatas de Angola, Moçambique, Namíbia, Tanzânia, Zâmbia, África do Sul e Zimbabwe.
Até à realização da cimeira estão previstas novas visitas ao Egipto, Senegal, Togo, Sudão, Burkina Faso, Líbia, Tunísia, Serra Leoa e Argélia. A Guiné-Bissau também fazia parte da lista inicial, mas a crescente aproximação entre as autoridades militares de Bissau e a Nigéria, país que prometeu apoiar Jean Ping, parece deitar por terra a hipótese de uma nova escala naquele país.
Em Bissau esteve numa ocasião o ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chicoty, enquanto que o secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Rui Mangueira, visitou entre outros Cabo Verde, país cujo presidente Jorge Carlos Fonseca prometeu uma resposta para dias. Rui Mangueira viajou acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros da Namíbia, Utoni Nujoma e do ministro das Segurança de Estado da África do Sul, Slyabonga Cwele.
Manuel Augusto, secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, esteve no Benin, cujo presidente detém a presidência da União Africana. Em resultado dos esforços de Angola, a candidata sul-africana tem assegurados os votos de São Tomé e da Gâmbia, cujos presidentes visitaram Angola recentemente.
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