Reforma na saúde publica com indicadores aceitáveis
20-06-2012 | Fonte: AGORA
Embora a situação sanitária seja caracterizada ainda por insuficiências, as autoridades sanitárias têm noção dos problemas existentes, traçando estratégias para controlá-lo.

O último relatório do Ministério da Saúde indica os principais embaraços e os ganhos alcançados nos últimos tempos. A grande carga de doenças transmissíveis como o HIV/Sida, paludismo, tuberculose, constitui o maior desafio para os indicadores globais do sector sejam uma referencia de um país em desenvolvimento.

As autoridades têm a noção da magnitude dos problemas existentes, e nos últimos anos, têm feito esforços, estabelecendo metas, visando a redução da mortalidade materno-infantil e capacitação dos recursos humanos.

No ano passado, os indicadores divulgados por instituições estrangeiras, como a própria OMS, colocaram o país nos últimos lugares em matérias como a mortalidade infantil ou incidência de doenças curáveis, no entanto, o executivo lembrou que os números decorrem do facto de não ter sido feita a actualização de dados, numa altura em que o país procura equilibrar a oferta de serviços com a procura de assistência sanitária.

A recente contratação de mais de 100 médicos cubanos para trabalhar na periferia de Luanda, cidade com a maior concentração demográfica do país e que aos poucos vai ganhando mais infra-estruturas de atenção primária, revela o grande desempenho do Estado e criar um quadro sanitário de referência no continente.

O MINSA procura, dentro da estratégia do Executivo, inverter a contratação de estrangeiros, mas a realização do censo populacional que se avizinha poderá elevar a qualidade do serviço nacional de saúde.

O Ministério da Saúde também está preocupado com o elevado índice de mortalidade materna provocado pelo parto inseguro, havendo a necessidade da criação de condições para que as equipas de enfermeiros, supervisionadas por médicos, possam ser alargadas no país, enquanto que o que mais mata as crianças são as diarreias associadas à falta de água potável, embora existam em algumas escolas programas de desparasitação, em parceria com o Ministério da Educação.

Uma das grandes preocupações do sector relaciona-se com os recursos humanos, onde ainda não existe capacidade desejada de resposta na velocidade e quantidade necessária, se entendermos que certas unidades sanitárias registam um grande défice de camas e pessoal de serviço.

Formação de quadros

Angola dispunha até a pouco tempo de apenas uma faculdade de medicina a funcionar na capital do país. Com a abertura de Cabinda, Huíla, Benguela, Malanje e Huambo, as previsões apontam que até 2015, o sector ganhe profissionais nas várias especialidades para responder às necessidades do sistema nacional de saúde.

Em relação à resistência doa quadros que trabalham ou se encontram em formação no estrangeiro para regressarem ao país, o Executivo apostou na melhoria das condições de trabalho, garantindo salários atractivos.

Redução da Mortalidade

O relatório do MINSA referente ao ano transacto, revela a redução da mortalidade infantil a 450 por cada 100 mil nados vivos, enquanto que a materna dos 610 por cada 100 mil nados vivos, atingiu os cerca de 450, por cada 100 mil, de acordo com a actual estimativa conjunta Nações Unidas e do Banco Mundial, divulgada no ano passado, contra os 1400 óbitos por cada 100 mil nados vivos.

Fruto do empenho do Executivo, em proporcionar o bem-estar às populações, constatou-se uma melhoria do quadro sanitário do país, embora persistam as contingências, particularmente a falta de água potável nas comunidades e saneamento básico.

Uma evolução que pode ser vista como muito animadora, resulta do clima de paz estabelecida em 2002 e as políticas publicas fomentadas pelo Executivo, procurando a redução do quadro epidemiológico em todo o país, significando para já, de forma sustentável, a capacidade técnica e financeira dos esforços em prol do sistema de saúde.
 
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