Angola preocupada com reacender do conflito na RDC
23-06-2012 | Fonte: África 21
Falando durante a 324ª reunião do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da UA, realizada quinta-feira, na capital etíope, Addis Abeba, Arcanjo do Nascimento lembrou que Angola partilha uma extensa fronteira com a RDC e que tudo o que acontece neste Estado vizinho "tem reflexos no nosso país".
Segundo ele, Angola tem estado a jogar "um papel fundamental" para garantir a estabilidade e a segurança da RDC pelo que, acrescentou, hoje deixou de ser "um foco de desestabilização".
A grandiosidade territorial da RDC, ante a incapacidade do Governo em controlar este vasto território, e os inúmeros recursos naturais de que dispõe foram apontados pelo embaixador Arcanjo do Nascimento como "fatores que contribuem para a escalada de instabilidade constante naquele país com a atuação de vários grupos rebeldes".
Por outro lado, Arcanjo do Nascimento chamou a atenção para que a Organização da Conferência dos Grandes Lagos assuma o seu verdadeiro papel com vista a acabar com o sofrimento das populações.
"Com o reacender da guerra no leste da RDC, as mulheres e as crianças são as que mais sofrem pois ficam numa situação difícil devido à sua vulnerabilidade", declarou o diplomata citado numa nota de imprensa transmitida à PANA em Luanda.
Ele louvou os esforços de diálogo bilateral em curso entre a RDC e o vizinho Rwanda no sentido de se pôr fim às acusações mútuas e trabalharem juntos para acabar com os grupos rebeldes que tentam desestabilizar o leste da República Democrática do Congo.
Conselho de Paz e Segurança da UA
Durante a reunião de quinta-feira, os membros do Conselho de Paz e Segurança da UA condenaram firmemente as ações levadas a cabo pelos grupos armados que atuam no leste da RDC, nomeadamente o CNDP e o M23.
O Conselho solicitou o engajamento do CNDP quanto ao respeito pelos acordos de Goma assinados com o Governo congolês, para que este grupo abandone as armas e se transforme num partido político no respeito da ordem constitucional.
Apelou ainda para que o M23, uma outra fação militar, dissolva a sua ala belicista e entregue as armas às forcas governamentais nos Kivus Norte e Sul.
O CPS atribuiu toda a responsabilidade ao M23 (milícia armadas) pelos combates e pelos assassinatos das populações civis nos dois Kivus.
Para além da questão do conflito na RDC, a 324ª reunião do CPS abordou também a situação prevalecente na Guiné-Bissau e no Mali, à luz dos golpes de Estado ocorridos recentemente nestes dois países oeste-africanos.
Comentários
Quer Comentar?
Últimas Notícias
- Tarifas aduaneiras devem subir para 50%...
- Terramoto estremece edifício da...
- UNITA avisa para banho de sangue em...
- Acesso à electricidade duplica no...
- Norberto Garcia: Chivukuvuku e Samakuva...
- Kabuscorp vence e reforça liderança...
- Nacionalista Luís Kiambata fala sobre...
- Feira Internacional de Benguela termina...
- Curto Circuito na base do incêndio de...
- Faustino Muteka nega ter havido...
Questionário
A CASA de Abel Chivukuvuku:

