Eleições: Presença de observadores estrangeiros obedece critérios éticos
25-06-2012 | Fonte: Angop
A presença de observadores estrangeiros num determinado país, deve obedecer critérios de ordem ética, pautando pelos princípios de imparcialidade, salvaguardando as leis e a soberania.


A afirmação é da directora do Instituto Democrático para Assuntos Internacionais (NDI), em Angola, Isabel Emerson, que falava à Angop, sobre o papel da sociedade civil no processo democrático em curso no país.


Segundo disse, alguns organismos internacionais que se dedicam à promoção dos direitos democráticos e que patrocinam missões de observação elaboraram códigos de ética para os observadores.


Asseverou que os observadores devem manter a imparcialidade mais rigorosa no cumprimento dos seus deveres, e não devem em nenhum momento exprimir tendenciosidade ou preferência em relação às autoridades nacionais, partidos, candidatos, ou qualquer assunto que seja objecto da campanha eleitoral.


Salientou que o interesse e a contribuição das organizações é importante para a criação de maior confiança no próprio processo, ao jogarem o seu papel com isenção e neutralidade, assim como respeitar as leis do pacote eleitoral.


Referiu neste contexto, que a sua instituição está a trabalhar com organizações não governamentais angolanas, nas províncias da Huíla, Huambo, Benguela e Luanda, e com o Conselho das Igrejas Cristãs sedeadas no Uíge, Kwanza Sul e Benguela.


“Estamos aqui para apoiar as iniciativas das organizações angolanas neste papel de educadores cívicos eleitorais e de observadores, de forma a permitir eleições justas e transparentes no país”, disse.

 
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