Terceiras eleições no país serão históricas
26-06-2012 | Fonte: Angop
As eleições gerais marcadas para o dia 31 de Agosto do corrente ano vão constituir um marco histórico, por serem as primeiras depois da aprovação da Constituição da República de Angola, bem como pelo facto de ser a terceira vez que os angolanos irão exercer o seu dever de cidadania através do voto.A afirmação é do presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Silva Neto, que discursava nesta terça-feira, em Luanda, na abertura de um encontro informativo com a Comunicação Social pública e privada, que decorreu no Centro de Convenções de Talatona.
Na sua intervenção, frisou que a realização das terceiras eleições no país constitui um passo importante, que vai permitir a ida às urnas para eleger o Presidente da República, o vice-presidente e os deputados à Assembleia Nacional, de mais de nove milhões de eleitores.
Salientou que a eleições dos referidos representantes do povo que irão dirigir os destinos da nação nos próximos cinco anos, visa restabelecer a normalidade constitucional e o reforço da democracia.
“A Carta Magna da República de Angola define os princípios estruturantes do Estado democrático e de direito, bem como os direitos fundamentais dos cidadãos, incluindo a liberdade de expressão”, sublinhou.
Disse ainda que as eleições gerais envolvem todos os angolanos e que o grau de participação, directa ou indirecta, dos cidadãos na vida pública da nação ocorre essencialmente através dos órgãos de comunicação social.
Por outro lado, frisou que é fundamental que os jornalistas estejam conscientes do seu papel, para a realização das tarefas a que todos são chamados a desenvolver, antes, durante e depois do acto eleitoral.
“As eleições marcadas para o dia 31 de Agosto são parte de um processo que não esgota na votação, havendo por isso necessidade de estarem conscientes de que todos os acontecimentos que decorrem, são actos da maturidade da nossa democracia”, disse.
O encontro informativo com a Comunicação Social visou estimular o espírito de diálogo e intercâmbio sobre o papel da CNE e os demais agentes eleitorais, com base na legislação eleitoral.
Pretendeu-se assim criar uma percepção mais profunda e clara das tarefas a realizar, antes durante e depois do acto eleitoral, bem como estabelecer com precisão e exactidão o espaço de intervenção dos agentes eleitorais, dentro de princípios legalmente estabelecidos para as eleições que vão decorrer sob o lema “ Vota pela paz e democracia”
Estiveram presentes, a ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, membros do Conselho de Direcção dos órgãos do sector públicos e privados, bem como jornalistas nacionais e estrangeiros, acreditados em Angola.
Foram abordados temas sobre a CNE e os seus órgãos, o código de conduta eleitoral, bem como a relação daquela instituição com os órgãos da Comunicação Social.
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