BDA quer acabar com fazendeiros de fim-de-semana
27-06-2012 | Fonte: OPAIS
Apesar das entregas das primeiras fazendas do Projecto Terra do Futuro, financiado pelo Banco de Desenvolvimento de Angola, o presidente do Conselho de Administração desta instituição é de opinião que ainda não cumpriram o dever a que se compro meteram.
 
“Foi dado um passo que pensamos ser pequeno, mas muito firme na perspectiva de fixar jovens agricultores, fazendeiros e empresários no campo, mas também na perspectiva de produção alimentar no domínio do combate à fome e ao desemprego”, considera Paixão Franco.

O gestor pensa que Terra do Futuro é um projecto muito ousado de nove fazendas numa iniciativa estimada para 60. Segundo Paixão Franco, a palavra-chave é a juventude, quer como empreendedores, fazendeiros ou trabalhadores que vão ser fixados no campo. “E mostrar que viver no campo não é viver mal, mas, pelo contrário, é possível viver bem no campo, produzindo para as cidades e as industrias”, especificou o PCA do BDA, alertando que estamos a produzir aqui “o equilíbrio entre o campo e a cidade”.

A primeira fase está orçada em 18 milhões de dólares e o financiador, na pessoa do mais alto responsável da instituição, garante que foi cumprida na íntegra, desde a construção das fazendas até às infraestruturas que apoiam o projecto.

Paixão Franco revelou que na segunda fase serão 20 fazendas. Em 2016 pensam atingir as 60 fazendas idealizadas. Os jovens deverão reembolsar o investimento de um milhão e 400 mil dólares atribuídos a cada um dentro das condições estabelecidas pelo BDA, que prevê uma taxa de juros de 6. 7, um prazo de sete anos e dois anos de carência.

“Eles vão ser monitorados no período em que estiver a vigorar o crédito, seja em ter mos de gestão como de assistência técnica e irão assentar as suas culturas fundamentalmente em quatro produtos: o milho, feijão, a soja e o arroz”, realçou. O PCA do BDA garante que um dos propósitos da sua instituição é expandir e replicar o projecto. Pensa que isso deve ser feito em várias localidades do país, tendo exemplificando áreas como Malange, Bié e Kuando-Kubango. Mas, para isso, Paixão Franco quer que surjam pro motores sérios, com visão e para que estas iniciativas se tornem realidade.

“Um projecto como esse vimos a partir do zero, em terras inóspitas, rasgar montanhas e serras, abrir estradas e hoje temos o que é prometido ver. Acreditamos que muito proximamente iremos partir para outras províncias. Está previsto e estamos a dialogar para desenvolvermos nas províncias do Bié e Malange”, rematou o homem forte do Banco de Desenvolvimento de Angola
 
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