A Polícia Económica revelou que há acções concertadas dos marginais, exigindo a superação constante e permanente dos órgãos que intervêm na prevenção e combate aos crimes económicos, para fazer face ao problema. A informação foi dada ontem, no âmbito do seminário sobre prevenção e combate do branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, que decorre hoje e amanhã, no auditório do Ministério do Interior, em Luanda.
Fonte da Polícia Económica disse que o crime económico e financeiro tem atingido nos últimos tempos proporções que merecem cada vez mais a atenção das autoridades policiais, porque este tipo de ilícito afecta o sistema financeiro, a credibilidade das empresas, instituições públicas e a livre concorrência.
Acrescentou que entre estes delitos económicos, destacam-se fraudes contabilísticas, infracções fiscais, burla por defraudação, falsificação de cheques e ordens de pagamento, apropriação ilegítima de bens, contrafacção, branqueamento de capitais, entre outros.
Para desmistificação destas infracções, exige a intervenção de operacionais devidamente treinados, tornando-os capazes de aplicar as técnicas de investigação e inteligência policial.
O branqueamento de capitais é uma prática sofisticada ao ponto de envolver diferentes instituições financeiras, múltiplas operações financeiras, intermediários, tais como consultores financeiros, contabilistas, empresas fictícias e outros prestadores de serviços, transferência bancárias entre diferentes países e diversos instrumentos financeiros.
Para a elevação jurídica do efectivo no combate a estes crimes, a Direcção Nacional de Inspecção e Investigação das Actividades Económicas projectou o seminário, para o qual também estão convidadas entidades públicas e privadas, para despertar a sociedade para os efeitos nefastos que estes crimes causam à ordem económica nacional e internacional.
Branqueamento de capitais é o processo pelo qual o autor de alguma actividade criminosa encobre a origem dos bens e rendimentos obtidos ilicitamente, transformando a liquidez proveniente em capitais reutilizáveis legalmente, por dissimulação da origem ou do verdadeiro proprietário dos fundos.
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