Angola tem mais a dar do que petróleo
06-07-2012 | Fonte:
O embaixador dos Estados Unidos acreditado em Angola, Christopher McMullen, destacou em Luanda a parceria estratégica entre os dois países, tendo apontado o diálogo no sector energético, a troca de visitas de altos funcionários de ambos governos e o crescente interesse de empresas americanas no mercado angolano.Christopher McMullen, que falava no final da cerimónia que marcou o 236º aniversário da independência dos EUA, afirmou que o seu país acompanha e encoraja os esforços do Executivo para a diversificação da economia angolana. O diplomata americano disse existirem numerosas empresas, fora da área do petróleo e gás, que abriram escritórios em Angola. Nos próximos tempos, acrescentou, mais empresas vão formular iniciativas de investimento em Angola.
O diplomata americano admitiu que Angola tem muito a oferecer, acrescentando que as companhias do seu país demonstram interesse de investimento em áreas dos serviços, das tecnologias de informação, banca e finanças.
Eleições em Angola
O embaixador americano revelou que o seu país disponibilizou dois milhões de dólares para ajudar a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) na formação dos agentes que actuam no processo de educação cívica e eleitoral.
Christopher McMullen disse que os EUA contribuem também na formação de jornalistas para a cobertura eleitoral, na interacção com a sociedade civil e na educação da população sobre matérias ligadas aos direitos humanos e democracia. Christopher McMullen disse que o povo angolano ganhou capacidade e maturidade que lhe permitem acompanhar o seu próprio acto eleitoral e lembrou que, este ano, Angola e EUA realizam actos eleitorais, afirmando que os dois países pretendem reforçar as suas instituições democráticas e melhorar a qualidade de vida dos seus cidadãos.
O diplomata assegurou que, independentemente dos resultados das eleições de Novembro no seu país, os Estados Unidos vão continuar a promover o comércio livre, a democracia e a parceria estretégica com Angola, na base dos interesses e vantagens recíprocas.
Câmara de Comércio
O director executivo da Câmara de Comércio Angola-Estados Unidos revelou que o volume de negócios entre os dois países se encontra estimado actualmente em 16 mil milhões de dólares. Pedro Godinho Domingos disse que estão identificadas as potencialidades de negócios bilaterais, sendo necessário capitalizar as oportunidades existentes.
O responsável disse que os dois países trabalham na criação de ambiente e condições financeiras e tecnológicas para garantir o estabelecimento de laços comerciais nas áreas não tradicionais. Actualmente, as atenções estão viradas para a agricultura, pescas e serviços.
Pedro Godinho Domingos lamentou o facto de não terem sido completamente identificados os produtos agrícolas para serem exportados para os EUA, no âmbito da Lei para o Crescimento e Oportunidade de África (AGOA).
O responsável assinalou o facto da visita efectuada pela ministra do Comércio aos Estados Unidos, no mês passado, ter constituído uma oportunidade para analisar os mecanismos que facilitem a exportação de produtos agrícolas para aquele mercado. Aprovada no ano 2000, a AGOA é uma Lei de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos que faculta aos países da África subsariana o acesso livre ao mercado americano com produtos não petrolíferos.
Estiveram presentes na cerimónia, em Luanda, cerca de duas centenas de convidados, entre políticos, empresários e figuras da sociedade civil.
A orquestra filarmónica Kapossoka entoou os hinos nacionais dos dois países, seguidos de canções clássicas do seu repertório.
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